Todos os posts de Susanne Andrade

Susanne Andrade é Palestrante, Escritora, Coach e Consultora na área de Desenvolvimento Humano, em empresas nacionais e multinacionais. É especialista em promover a Humanização das Relações para Conquistar Melhores Resultados. É sócia-diretora da Andrade & Barros Consultoria.

4 soft skills para colocar em prática em tempos de crise mundial

A pandemia de coronavírus já se tornou uma realidade no mundo todo, e está impactando fortemente a economia. De acordo com a Capital Economics, a propagação do novo coronavírus custará à economia mundial mais de US$ 280 bilhões nos primeiros três meses do ano, encerrando uma série de 43 trimestres de expansão global. Somente no Brasil, são mais de 300 casos da doença já confirmados e uma morte na cidade de São Paulo. 

 

Mas, em tempos de turbulência, o que o profissional pode fazer para reverter esse quadro e ainda apresentar um bom desempenho em suas funções? Para Susanne Anjos Andrade, especialista em desenvolvimento humano, o grande segredo nesse momento será o uso das softs skills- as habilidades não-técnicas de cada pessoa. 

 

“Em tempos de coronavírus, mais do que nunca é hora de as pessoas se reinventarem. Para quem ainda não digitalizou seu negócio, chegou o momento de lançar mão de ferramentas tecnológicas – como whatsapp, zoom, skype, entre outros. Além dessas ferramentas, é preciso aprimorar as soft skills para enfrentar a crise e, mais do que isso, sair dela com um saldo positivo”, explica Susanne. 

 

Abaixo, a especialista indica quatro soft skills essenciais em momentos de desafio:

 

Empatia

É preciso entender e respeitar os obstáculos e dificuldades de cada um. “A empresa em que você trabalha deverá passar por um momento complicado, e muitas terão queda de faturamento. Como colaborador, devemos nos colocar no lugar da companhia, também, para ajudar neste processo”, recomenda a especialista. 

 

Colaboração

Vivemos na era da colaboração, então, é o momento tanto de oferecermos ajuda quanto de aprendermos a buscar apoio quando precisarmos. “Estamos todos no mesmo barco, é hora das pessoas se “darem as mãos” para saírem desse processo difícil.  Para isso, mais do que nunca, é fundamental ter e exercitar o espírito de equipe”, diz.

 

Flexibilidade

As coisas serão feitas de outra forma agora, por isso, é preciso estar aberto ao novo. “Trabalhávamos de um jeito, de maneira presencial, e agora vamos precisar flexibilizar os processos. Eu mesma dou aulas nos cursos de MBA que ministro nas universidades, e tive que reformular todo o conteúdo para ensinar online, utilizando os recursos disponíveis para passar a mesma mensagem que seria dada na aula presencial”, exemplifica a especialista.

 

Inteligência emocional

Precisamos trabalhar nosso “mindset” para entender o que poderá ficar de positivo desse contexto. “É hora de deixar de lado a queixa, a reclamação, e partir para a solução. O que eu farei para mudar essa situação? Vamos enxergar os ganhos que teremos neste período, como, por exemplo estar mais próximo dos colegas de trabalho, mesmo que de forma virtual. As crises têm o poder de aproximar as pessoas. É o momento de usar a criatividade e reinventar as relações de trabalho”.

Susanne Anjos Andrade – Autora dos Best-Sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”, lançado pela Editora Gente, “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”. É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela FIAP Centro Universitário, em disciplinas sobre carreira, coaching, liderança e gestão da mudança para a transformação digital. Também é sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o “Modelo Ágil Comportamental”.

Hierarquia nas empresas: dicas para um modelo de gestão humanizado

Pensar no bem-estar dos funcionários deve ser prioridade para um líder de sucesso atualmente

Susanne Anjos Andrade no Portal IT FORUM 365 

Ontem às 18h26

Já passou a época em que uma pessoa que ocupava um cargo mais alto em uma determinada empresa tratava o funcionário com superioridade. Hoje, os “chefes” que seguem um modelo de gestão antigo e “engessado” estão com os dias contados. Um mapeamento com 1.115 empresas no país, realizado pela USP de São Carlos junto com o Instituto Capitalismo Consciente, mostra que corporações que investem no bem-estar dos colaboradores criam um vínculo maior com os funcionários e clientes. Mas, para aqueles que ainda não se humanizaram, qual a melhor forma de mudar o sistema de gestão?

Em meu best-seller “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil” apresento formas de engajar os funcionários, fazendo com que eles se sintam felizes com o que fazem, e valorizados dentro da empresa. Um líder precisa ter tato para lidar com os colegas de trabalho, mesmo que liderados por ele, e se colocar no mesmo “patamar” dele, ser “gente como a gente”. Assim, ele criará uma equipe colaborativa, onde cada um tem suas qualidades que contribui para todos juntos chegarem a um resultado de excelência.

Listo algumas medidas humanas que podem ser inseridas em uma gestão humanizada:

Crie proximidade com os colaboradores: uma das principais características da gestão por conflito – aquela em que o chefe “manda” e o funcionário “obedece” – é essa barreira imposta entre o líder e o colaborador. No modelo de gestão mais humanizado, com menos hierarquia, isso está com os dias contados, pois uma relação de proximidade e respeito pode e deve ser construída por ambos, líderes e liderados. Uma das dicas é que o líder saia para almoçar com a equipe, promova um happy hour, com o intuito de gerar interação que não seja unicamente sobre trabalho.

Dê espaço para que os funcionários assumam o protagonismo:outra coisa que já está caindo em desuso são os líderes que acham que têm razão o tempo todo, pelo simples fato de estarem em um cargo mais alto. Hoje, os profissionais jovens já apresentam as “soft skills” – habilidades não técnicas – muito mais afloradas e estão aptos a opinar, solucionar problemas no dia a dia. Por isso, precisam de um líder que saiba ouvir suas estratégias e opiniões.

Inove nos benefícios: junto com esse sistema de humanização dentro das empresas, surgem também os benefícios para os funcionários se sentirem mais felizes. Entre eles estão: o home office pelo menos uma vez na semana, espaço de lazer para depois do expediente, “day off” no dia do aniversário, levar os pets para o trabalho em datas específicas, o chamado “casual day” (não precisar usar roupa social), entre outras medidas.

Para concluir é importante lembrar que adotando essas e outras medidas, todos os membros da equipe se sentirão mais acolhidos, os resultados aparecerão naturalmente e as horas de trabalho não se tornarão maçantes. Além disso, os dois propósitos – tanto o pessoal quando o da empresa – terão mais chances de estarem alinhados, para que ambos alcancem o sucesso.

*Susanne Anjos Andrade é especialista em desenvolvimento humano e sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o “Modelo Ágil Comportamental”. Autora dos best-sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil” (Editora Gente) e “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”. É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching, liderança, gestão da mudança e transformação digital.

Por que as startups são atraentes para novas gerações?

Especialista em desenvolvimento humano explica por que as startups vem crescendo na preferência dos profissionais em início de carreira

Susanne Anjos Andrade -na coluna “Desenvolvimento Humano na Era 4.0

10/07/2019 às 11h00

Segundo um estudo realizado no começo do ano pelo Investimentos Canary, atualmente, cerca de 37% dos estudantes brasileiros querem um emprego em startups. A pesquisa foi realizada com 350 alunos que estudam em grandes Universidades do país. Mas quais são os motivos de a nova geração optar por esse estilo inovador de empresas?

São muitas causas que levam a essa tendência, entre elas estão a ambição e a vontade de crescer rapidamente. Há alguns anos, um jovem recém-formado inscrevia-se em um processo seletivo para trainee em uma grande empresa e lá ficava por muitos anos, subindo degrau por degrau. Hoje, as coisas mudaram. A agilidade tomou conta de nossas rotinas e os jovens têm cada vez mais pressa em “chegar lá”. Já parou para pensar que, antes, ficávamos semanas esperando o próximo capítulo daquela série que tanto amávamos e, hoje, acessamos a Netflix e todas as temporadas já estão lá, disponíveis?

Em meio a aceleração, as startups nasceram e estão ganhando cada vez mais espaço nos mercados. Elas são empresas inovadoras que têm como intuito criar modelos pioneiros de negócio, a maioria delas na área de tecnologia. Mas como já existem milhões de startups, muitas, também migraram para o setor financeiro e de educação. E o que elas apresentam de tão atrativo para a geração atual?

Além da vontade de crescer na carreira, como citei acima, para trabalhar em um determinado local, o jovem quer estar alinhado com o propósito da empresa, ou seja, concordar com a missão, visão e valores, se envolver nas estratégias, ganhar responsabilidade, com um perfil de autogestão, e ser capaz de contribuir com a equipe, mesmo se tratando de um estagiário, por exemplo. É a geração do empreendedorismo, seja próprio ou o da empresa, com o sentimento de fazer parte daquele núcleo.

Modelo de gestão humanizado

As startups, na maioria das vezes, são fundadas por empreendedores que fazem parte dessa geração, que acompanham as novidades do mercado e, acima de tudo, pensam em criar cada vez mais inovações. Para isso, é preciso montar uma equipe engajada, atualizada e conectada. Assim, seguem o modelo de gestão humanizado, fugindo um pouco daquele estilo tradicional, em que o líder dá ordens e o colaborador apenas obedece.

A humanização oferece um ambiente de trabalho mais descontraído, sem horários rígidos para cumprir, e o líder atua bem próximo do time, quebrando o conceito de hierarquia. Dessa forma, os membros da equipe assumem o protagonismo, entendem a linguagem do cliente, e a empresa proporciona benefícios como local para jogar vídeo game e fazer happy hours depois do expediente. Essas medidas tornam o ambiente mais leve, fazendo com que os colaboradores entreguem resultados de maneira mais natural, sem tanta ansiedade no que fazem.

Mais do que dinheiro, quem está começando a carreira hoje procura a felicidade no trabalho, ideias inovadoras, e a oportunidade de mostrar suas qualificações – e é isso o que muitas startups também acreditam. Essa é uma tendência que, a longo prazo, chegará às grandes corporações, como os bancos, por exemplo. A empresa que não se atualizar junto com o mercado ficará para trás, e enfrentará dificuldade para encontrar e reter talentos.

*Por Susanne Anjos Andrade, especialista em desenvolvimento humano e sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o “Modelo Ágil Comportamental”. Autora dos best-sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil” (Editora Gente) e “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”. É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching, liderança, gestão da mudança e transformação digital.

Confira 56 referências para a carreira, são séries, filmes, livros e cursos

Confira uma lista com diferentes fontes de inspiração, da ficção ou com base na realidade, que ensinam lições valiosas para o mundo do trabalho. Descubra como tirar o melhor proveito desse tipo de conteúdo

Artigo do “Correiro Braziliense”, por

postado em 07/07/2019 11:40 / atualizado em 07/07/2019 17:20

Na briga de foice que é o mundo do trabalho atual, quem estiver mais bem preparado leva vantagem, tanto na disputa por emprego quanto na busca por promoções. Conhecimento nunca é demais. E a boa notícia é que, hoje em dia, muitos conteúdos estão à distância de um clique ou rolar de tela, por meio de cursos on-line, sites e vídeos disponíveis na internet. O aprendizado também está ao alcance da mão em livros e apostilas. É possível, ainda, tirar lições preciosas de onde menos se espera: até filmes e séries, cada vez mais fáceis de assistir por meio de plataformas de streaming, também podem fornecer insights válidos, além de oferecer a possibilidade de ampliar os horizontes geográficos, linguísticos e culturais. Segundo a psicóloga Carla Carvalho, assessora de Carreira sênior do site de empregos Catho, todos esses recursos, quando usados adequadamente, podem ser excelentes para a construção e a ampliação de saberes.
“São grandes agregadores de assuntos para a formação, uma vez que apresentam outros universos possíveis de trabalho e aumentam o campo de visão”, diz. “A dica é sempre refletir sobre o que assistiu ou leu: não se apoie em recursos pouco confiáveis e que não refletem a realidade. É importante usar isso apenas como uma base de apoio, sem deixar de lado outras formas de aprendizado”, afirma. “Os livros, por exemplo, ainda são um excelente complemento para aprendizagem e a utilização é tão rica quanto a de outras ferramentas”, indica. “Também é bom conversar sobre os assuntos que leu e assistiu com profissionais da sua área, assim é possível comparar com a realidade e contextualizar.” O pedagogo Reinaldo Gregoldo observa que essas referências podem ser importantes, tanto para novatos quanto para veteranos.
“Mesmo no caso de trabalhadores há anos no mercado, não podemos cogitar nem um pouco que esses recursos são inúteis. Plataformas, sites, cursos a distância, vídeos, séries, filmes são formas de incremento de conteúdo para as profissões”, aponta. No entanto, é fundamental ter discernimento para escolher os conteúdos a acessar e para não usar a “desculpa” de que está aprendendo para não fazer mais nada além de acompanhar canais no YouTube, filmes e séries, por exemplo. “É necessário fazer uma análise: para que você quer adquirir conhecimento desse tipo de material? Qual o seu objetivo?”, pondera Reinaldo. É importante, ainda, tentar aproveitar recursos audiovisuais, sites e publicações com a cabeça aberta. “Há uma ingenuidade de achar que existe só um modo certo para aprender lições no ciberespaço. A vivência humana não é algo binário, há várias maneiras de entender uma temática”, afirma.
No entanto, é fundamental sempre manter um olhar crítico. “Um dos riscos é não refletir e não questionar os recursos que acessa”, percebe ele, que trabalha como pedagogo no Instituto Federal de Brasília (IFB). “Alguns filmes, séries, livros literários não têm compromissos ético e social de corresponder à realidade nem função reflexiva ou formativa com relação ao expectador”, pondera. “O objetivo é, muitas vezes, representar o ponto de vista mercadológico e lidar de uma forma mais emocional com os assuntos”, comenta o mestre em educação profissional e tecnológica pelo Instituto Federal Goiano (IF Goiano). “Se essas referências podem alavancar a carreira? Depende. São ferramentas que podem auxiliar, mas deve-se usá-las como complemento, não como único caminho para avançar na carreira ou se capacitar”, alerta.

Cuidado!

Com a facilidade do streaming e canais on-line, assistir a vídeos, filmes e séries pode se tornar um vício. Se um estudante passa três horas por dia vendo séries e apenas uma fazendo trabalhos, leituras e outras atividades exigidas por professores, existe um desbalanceamento. É o que aponta o psicólogo clínico André Lepesqueur Cardoso. “Infelizmente, tais recursos são frequentemente utilizados como fuga de uma realidade difícil em que a pessoa se encontra. E tal consumo pode agravar a dificuldade da situação, como qualquer outro vício”, completa. “É necessário ter quantidade suficiente de sono, tempo para socialização presencial de qualidade, alimentação adequada, atividade física e interação familiar”, avisa.

 

“Se a pessoa não tem isso, pois gasta horas de impacto no dia consumindo conteúdo audiovisual, isso pode levar a problemas de ordem psicológica que afetam a formação”, afirma o mestre e doutor em ciência do comportamento pela Universidade de Brasília (UnB). “Assim como um remédio, em doses exageradas, se torna veneno, tais atividades podem levar ao isolamento social, desinteresse pelos desafios cotidianos, padrões de impulsividade e redução da autoestima”, explica o doutor em ciência do comportamento pela UnB. Outra preocupação recai sob a “deformação profissional”, que seria assimilar inadequadamente fenômenos, processos e técnicas. “Devido à verossimilhança, a distinção entre a ficção e a realidade exige domínio e experiência. Por exemplo, as atuações do médico House (na série de mesmo nome) ou do psicólogo Theo (da série Sessão de Terapia), entre outros, não podem ser tomados como padrão”, alerta. “Há exageros e inverdades e, sem a devida orientação e análise, ações e decisões tomadas em conteúdos fictícios podem ser vistas como reais e influenciar o comportamento no trabalho.”

Olho vivo

Susanne Andrade, sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano(foto: Ana Oliveira/Divulgação)
Susanne Andrade, sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano(foto: Ana Oliveira/Divulgação)

 

Apesar de a abertura para adquirir conhecimentos por meio de plataformas não tão tradicionais ser positiva, é crucial ter bom senso. “Nem tudo que você vê pode ser aplicado na prática. Além disso, é importante não assumir logo de cara que a informação que está, por exemplo, numa obra de ficção é verdade. É necessário desenvolver uma visão crítica”, comenta Susanne Andrade, sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano. “Um bom caminho para ter mais discernimento é procurar vários pontos de vista sobre o mesmo tema, participar de fóruns de discussão on-line e, quando for fazer um curso, procurar um credenciado pelo Ministério da Educação (MEC)”, aconselha a graduada em serviço social.

Sem se alienar

Mesmo com os possíveis riscos envolvidos ao tentar tirar conhecimento de recursos diferentes, especialmente mediados pela tecnologia, é interessante não se fechar para essas referências. “A tendência é que o mercado exija que os profissionais tenham conhecimento de uma gama maior de conteúdos até por causa dessa facilidade de adquirir conhecimento on-line”, afirma Susanne. Para completar, a necessidade de atualização profissional aparece com uma frequência cada vez maior. “O próprio sistema de ensino começa a mudar, o que você aprendeu ao sair da faculdade pode estar obsoleto. Isso ocorre em quase todas as áreas porque todas são impactadas pela tecnologia de alguma forma”, analisa.
“O trabalhador precisa se atualizar e continuar estudando”, explica ela, que é pós-graduada em recursos humanos, com extensão em modelos de gestão e clima organizacional pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É preciso ter em mente, pondera Susanne, que é impossível estar a par de tudo. “Às vezes, o empregador cobra os conhecimentos com força. Por consequência, a pessoa pensa que precisa saber de tudo de cor. Cobra-se em excesso, e isso pode causar até ansiedade e outras perturbações emocionais e mentais”, alerta. “O profissional precisa entender que não pode saber de tudo. Ele não é um super-herói ou uma máquina. É humano. É alguém que pode se informar e estudar, mas existe hora de parar”, comenta. “Uma mente hiperpensante e agitada sofre da Síndrome do Pensamento Acelerado. Vivemos em mundo cheio de informações, então é importante ter equilíbrio”, defende.

Em busca de atualização

Mickaella Marques Ribeiro, 23 anos, graduada em gestão de recursos humanos pela Universidade Estácio de Sá, aposta em ferramentas on-line para se capacitar. Ela concluiu um curso técnico em segurança do trabalho a distância. “Faço isso para atualizar meu currículo, adquirir e completar competências da área”, conta. Pós-graduada em psicologia organizacional pelo Instituto Kalytek, Mickaella analisa que, com a internet, ficou mais fácil acessar grande volume de informações. “Hoje podemos aprender qualquer coisa com mais facilidade.” Os recursos audiovisuais também são valorizados por ela. “Os filmes se tornaram apoios para a prática diária de um profissional”, afirma.
“Por exemplo, eu, recentemente, assisti ao filme Incontrolável, que trata sobre acidentes no trabalho em uma grande locomotiva. Nesse longa-metragem, o que me chamou mais a atenção foi a falta de treinamento e instrução adequados para os funcionários que estavam trabalhando no local”, analisa. Mickaella é assistente administrativo de RH no Lar dos Velhinhos Maria Madalena, no Núcleo Bandeirante, e diz que a busca por conhecimento foi fundamental para que ela fosse promovida ao cargo atual. “A capacitação está me ajudando bastante e eu até ganhei uma carta de elogio do Senai, onde fiz o curso. A minha turma a distância é considerada a melhor”, comemora.

Palavra de especialista

Complementos para a formação
“Com a Revolução Industrial 4.0, as profissões têm uma nova perspectiva de mão de obra com uso dos ciberespaços, que são muito acessíveis e muito relevantes. Com desenvolvimento das máquinas, criou-se o termo microlearning (método a distância que proporciona aprendizagem, mas em passos menores). A partir disso, os profissionais podem se atualizar, estudar, praticar e desenvolver competências socioemocionais, como trabalho em equipe, resolução de pensamentos complexos, criatividade e visão crítica. No entanto, é necessário tomar cuidado com o uso dessas referências. Por exemplo, um vídeo que ensina você a fazer determinada tarefa ou desenvolver uma competência não te tornará especialista no assunto. Para se tornar especialista, é necessário disciplina e estudo em uma instituição qualificada. Além disso, existe o risco de uma informação, por exemplo, vinculada numa série, não ser verídica — e muita gente tende a não desconfiar. É importante ter isso em mente. Esses recursos somente devem ser usados como complementos para uma formação. Cada vez mais, o mercado de trabalho valoriza as competências que um profissional demonstra em detrimento do que está escrito no currículo. Acrescentar algo nele não é nada sem mostrar suas habilidades. Então, fontes de aprendizado ajudam, mas é preciso praticar, colocar em prática, mostrar que sabe.”
Felipe Morgado, gerente executivo de Educação Profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), graduado em estatística pela UnB e em administração pela UCB, com curso de liderança estratégica e inovadora pela Universidade Cornell

Aprendizado linguístico

Para Danilo Lopes Gonçalves, 30, estudante de letras-inglês do Instituto Federal de Brasília (IFB), sites, revistas em quadrinhos (HQs) e séries são fontes importantíssimas para ampliar o vocabulário em língua inglesa, entender a cultura dos países que falam o idioma e, até, melhorar a pronúncia. “Especialmente as séries são produções dinâmicas e práticas.
Ajudam a compreender os sons e a oralidade dos termos. Assisto com áudio e legenda em inglês para aperfeiçoar a dicção e a compreensão das palavras”, relata. Morador de Taguatinga, Danilo observa muitas vantagens nisso, pois além de aperfeiçoar os conhecimentos linguísticos enquanto se diverte, ele acredita que isso poderá torná-lo um professor melhor. “Esses recursos são acessíveis. Não posso dizer que aprendo tudo, mas consigo abocanhar muita coisa quando junto a leitura e os vídeos”, percebe.
“São materiais que me ajudam, agora, como aluno, e vão ajudar depois, quando eu exercer a profissão de docente.” O recurso que Danilo mais usa é o streaming a fim de acompanhar séries como House of Cards, sobre o mundo político de Washington (EUA). “Já as HQs, como X-Men, Sandman, Os Cavaleiros do Zodíaco, Batman e Spider-Man, uso para poder melhorar a escrita e a leitura”, comenta o graduado em relações internacionais pelo Centro Universitário Iesb. Danilo também está fazendo, a distância, um curso técnico em hospedagem a fim de melhorar o currículo. “A modalidade EAD cobra muito pelo fato de ter que ler previamente um conteúdo para poder participar dos fóruns on-line”, comenta. Também estudante de letras-inglês do IFB, Letícia Cristina Mendes, 19, abusa de recursos audiovisuais para se aprimorar.
“Eu acho que aprendo mais facilmente a língua quando ela é aplicada a essas referências, pois me sinto mais motivada a estudar quando percebo que tem um uso real”, diz. Ela dá aulas de reforço em inglês para alunos do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Muitas vezes, preciso procurar outras formas para que o estudante aprenda ou passe a ter menos dificuldade, e as referências audiovisuais podem ser um caminho”, percebe. A moradora do Riacho Fundo já fez diversos cursos on-line. “A maioria está relacionada ao idioma, como oficinas de tradução e inglês para aeroporto e alguns cursos de informática e de design”, conta. Segundo ela, o mundo está cada vez mais tecnológico, e isso deve ser usado a favor da educação. No entanto, ela pondera que o aprendizado não pode ficar restrito a esses instrumentos. “É preciso que haja equilíbrio para que nada seja desfalcado na aprendizagem.”

Aprendendo com séries

Estudante de enfermagem da Universidade de Brasília (UnB), Beatriz Alves Freire, 17 anos, usa produções cinematográficas para se familiarizar com a área. “As imagens prendem a minha atenção! É muito mais fácil me lembrar de um tema que assisti em um vídeo. E, quanto mais eu souber, melhor profissional serei”, observa. Entre os seriados que ela acompanha estão Sob pressão, da Globo, que retrata os dramas de uma equipe de emergência; e Dilema (que toca em genética e doenças cromossômicas) e Explained (que aborda temas variados, como a razão do fracasso das dietas), da plataforma Netflix.
“Esses recursos são ótimos, pois envolvem quem está assistindo e tornam o aprendizado mais dinâmico. Muitas dessas ferramentas mostram qual é o papel do enfermeiro, como ele atua ou lida com determinada situação”, afirma. A jovem moradora de Vicente Pires também usa canais do YouTube, como Nostalgia, Biologia Total, Debóra Aladim, para estudar e se informar desde os tempos de escola. “Tenho dificuldade de me concentrar. Por mais que eu goste de ler, a leitura não é muito eficiente no meu processo de aprendizagem. Há vários produtos audiovisuais que discorrem sobre a enfermagem e que complementam assuntos explicados em sala de aula.”

Inspiração teatral

A ficção das telonas e das telinhas é fonte de aprendizado profissional para João Batista de Oliveira Neto, 27. Graduado em relações internacionais pela UCB, ele cursa artes cênicas na UnB. “Na minha primeira formação, eu usei várias referências para me atualizar. Na segunda, não seria diferente”, diz. “Eu utilizo livros, filmes, séries e vídeos para estudar. No caso das artes cênicas, isso pode ajudar a entender muito como é um personagem, como é a época em que ele viveu. Daí isso me ajuda a interpretar”, afirma. “Uma vez fiz peça que se passava no século 19. Para interpretar meu personagem, assisti a filmes que se passavam nesse tempo para entender como eram as pessoas naquela época e ter inspiração”, explica. O artista e O discurso do rei são alguns dos longas que ele conferiu. O morador de Águas Claras relata que essas ferramentas podem ter um impacto maior do que apenas ler um roteiro.
“A imagem tende a ficar gravada na memória e ajuda a entender os assuntos. Não que a leitura não seja importante, mas há coisas que se entende melhor vendo”, observa. O jovem já fez vários cursos on-line que ensinavam matérias básicas para concursos. “Eu fiz de português, direito administrativo, direito constitucional, ética no serviço público e atualidades.” A partir da experiência, ele conclui que prefere aulas presenciais, pela facilidade de ter acesso ao professor para tirar úvidas. “Nas presenciais, eu também posso conhecer mais pessoas”, completa. João está estudando para concursos, de olho em instituições como Ministério das Relações Exteriores e Senado Federal. Ele também está em busca de emprego. “Estou estudando para esses processos seletivos por causa da estabilidade financeira.”

Mãozinha para se atualizar

 
Confira sugestões de livros, cursos, filmes e séries para ampliar seus horizontes
FONTES PARA APRIMORAR O AUTOCONHECIMENTO
Diretora executiva da Fundação Estudar, Anamaíra Spaggiari observa que conhecer a si mesmo é fundamental para traçar trajetórias que levem à realização pessoal e profissional. O autoconhecimento também é fator crítico de sucesso para jovens ganharem confiança nos caminhos que seguirão na carreira. Confira dicas para investigar o seu interior:
1. Faça um curso on-line e gratuito: a Fundação Estudar oferece gratuitamente o curso Autoconhecimento Online Na Prática. São quatro semanas de aulas interativas que ajudam a refletir sobre seus valores e objetivos e, com isso, encontrar uma trajetória que faça sentido para você. Por meio de atividades como mentoria individual e interação com outros participantes, o aluno descobre o quanto pode se conhecer ainda mais. Acesse no link bit.ly/autoconhece
2. Assista a um vídeo do TEDx: apresentado em 2016 pelo psicólogo experimental Petter Johansson, na Universidade de Uppsala, na Suécia, o TEDx Será que você sabe por que faz o que faz? está disponível gratuitamente em vídeo no site oficial do evento, e já foi visualizado mais de 1 milhão de vezes. Nessa fala de 15 minutos, Petter apresenta experimentos, desenvolvidos em parceria com mágicos, para ilustrar a “cegueira da escolha”, fenômeno de manipulação que ocorre quando acreditamos que estamos recebendo aquilo que queremos, mesmo quando, na verdade, não estamos. Acesse em bit.ly/2FpS1tu
3. Assista a um documentário: em Happy, de 2011, o diretor Roko Belic busca desvendar a felicidade. Ele viajou por 14 países — incluindo o Brasil — e entrevistou pessoas vivendo nas mais variadas condições sociais, além de pesquisadores que estudam o tema, para entender o que leva alguém a ser feliz.
4. Veja um filme biográfico: dirigido por Sean Penn e baseado no livro de Jon Krakauer, Na natureza selvagem conta a história real de Christopher McCandless, rapaz recém-formado e de família rica que decide largar tudo e viajar pelos Estados Unidos em busca de autoconhecimento e de uma forma diferente de viver. Lançado em 2008, o filme foi indicado aos Oscar de melhor ator coadjuvante (Hal Holbrook) e melhor edição.
5. Leia um livro: maior sucesso do escritor Eckhart Tolle,  O poder do agora (editora Sextante, 224 páginas, R$ 34,99)busca inspiração em diversas correntes espirituais para defender a importância de conhecer e viver o presente para tomar atitudes de transformação de vida. Segundo Tole, o passado e o futuro são criados pelos nossos pensamentos, enquanto o agora é real e pode ser transformado. O livro traz métodos de relaxamento e meditação que ajudam o leitor a se firmar no presente e se libertar de preocupações e ansiedades relacionadas aos diferentes momentos da vida.

 

A carreira pode ser afetada pelo desemprego

O Amarelinho – Kazuhiro Kurita – Carreira

desemprego é um dos fatores mais assustadores da crise econômica brasileira e afeta tanto quem foi dispensado quanto quem está empregado e vive com medo da demissão. Para Susanne Anjos Andrade, especialista em desenvolvimento humano e autora do best-seller “O poder da simplicidade no mundo ágil”, a desocupação traz mais do que baixa autoestima, estresse e desânimo. Ele também afeta o desenvolvimento profissional.  

Susanne Anjos Andrade diz que o

desemprego baixa a autoestima

Para garantir a sobrevivência e contornar uma situação emergencial, mas que pode se estender, há pessoas que mudam de atividade, aceitam salário menor, encaram subempregos e carga horária pesada e, assim, abrem mão da carreira. Ela, porém, alerta que “quem trabalha infeliz passa a se sentir incapaz, fracassado e sem perspectiva, gerando menos resultados, entre outros problemas”. 

Diante deste quadro, o ideal é o trabalhador identificar o que realmente deseja fazer e qual caminho profissional quer seguir. Quem deseja se aprimorar pode recorrer aos cursos de desenvolvimento humano e profissionalização, pois há opções presenciais e on-line gratuitas. Para finalizar, Susanne destaca que, atualmente, o diferencial é muito mais comportamental do que técnico. Por este motivo, é fundamental investir nas habilidades não técnicas, como a capacidade de trabalhar em equipe, boa comunicação, flexibilidade e estar aberto para aprender coisas novas. 

Saiba por que o home office é vantajoso para empresas e funcionários

Artigo publicado no “Portal IT Forum 365” na Coluna “Desenvolvimento Humano na Era 4.0”

Os jovens que estão começando agora no mercado de trabalho buscam hoje em dia colocações em empresas que oferecem benefícios e qualidade de vida

Susanne Anjos Andrade

20/06/2019 às 9h23

Por mais que ainda existam líderes de empresas que não são adeptos do ‘home office’, essa prática está cada vez mais comum dentro das corporações, e é uma ótima medida em prol da humanização. Um estudo realizado pelaUniversidade Stanford mostra que pessoas que trabalham em casa apresentaram 13% de aumento na performance de suas atividades, além de ficarem menos doentes. Doenças como depressão e ansiedade já se tornaram comuns nos tempos atuais e, muitas vezes, aparecem por conta de um ambiente exaustivo de trabalho, em que o colaborador efetua suas atividades de modo automático e não consegue resultados.

Trabalhar de casa tem inúmeras vantagens. O colaborador não precisa se locomover, não precisa gastar tempo se arrumando antes de sair, nem corre o risco de chegar atrasado por causa do trânsito intenso ou do excesso de chuva. Além disso, ele trabalha no conforto do seu lar, ao lado do seu animal de estimação, por exemplo, e ainda economiza dinheiro com alimentação e transporte. Mas quais são as principais vantagens para as empresas?

Muitos podem achar que não, mas existem empresários que ainda enxergam o home office com maus olhos. Isso porque, para dar certo, o colaborador precisa ser organizado, disciplinado, responsável, cumprir prazos e, acima de tudo, ter autogestão. Por isso, um dos principais pré-requisitos exigidos dos candidatos por muitos RHs é a capacidade que o profissional tem de se gerir, e de entender qual a necessidade do cliente para conseguir atendê-la. Quando o funcionário tem essas características, o trabalho em casa dá muito certo, e pode inclusive aumentar os resultados das corporações.

Profissional feliz gera retorno para a empresa

Os resultados aparecem, pois, quando os membros de uma determinada equipe estão felizes e mais descansados, eles deixam de visualizar o trabalho como um “fardo”, que precisa ser realizado para conseguir o sustento no final do mês. E, por mais que muitas pessoas enxerguem o trabalho como uma obrigação, existem aqueles que já atuam em uma profissão que gostam e que dá prazer.

Mas não basta gostar do que se faz. É preciso alinhar o propósito pessoal e profissional com o da empresa em que se trabalha. Se os propósitos estiverem desalinhados – ou seja, se o trabalho tiver significados diferentes-, o dia a dia se torna maçante.

Dessa forma, as medidas de humanização dentro das empresas – entre elas o home office- ajudam os colaboradores a serem mais felizes e, por outro lado, também auxiliam as próprias empresas, já que cria-se um ambiente de descontração, amizade e interação. Isso pode ser proporcionado com ‘happy hours’, com o home office uma vez na semana, e com outras medidas como permitir levar o mascote ao local de trabalho em datas específicas, oferecerday off’ no dia do aniversário do colaborador ou do filho, compartilhar a mesma sala que o gestor, entre outras medidas que têm o objetivo de integrar e descontrair a equipe.

Porém, é preciso deixar claro que, mesmo trabalhando de casa, o ideal é que o colaborador tenha um local fixo que sirva como um escritório, em algum cômodo – onde poderá colocar o computador. Deve ser um lugar silencioso, de fácil concentração, para que o foco seja mantido e o trabalho não seja interrompido a toda hora, prejudicando as entregas. O ideal é que o home office seja realizado de uma a duas vezes por semana. Assim, nos outros dias, a equipe poderá interagir, afinal, ficar cinco dias “isolado” dentro de casa,  trabalhando sozinho, também não é indicado. Deve haver um equilíbrio em cada medida adotada.

A transformação digital na educação como base para a organização

Confira como as empresas serão impactadas pelas mudanças no sistema de ensino da “educação 4.0”

Susanne Anjos Andrade – 21/05/2019 às 13h15 (IT FORUM 365 – Coluna “Desenvolvimento Humano na Era 4.0”

A transformação digital já é uma realidade nas empresas. Diferente do que se imagina, ela vai além da tecnologia e da introdução dos diversos aplicativos. Essa é a parte mais fácil de fazer acontecer. O grande desafio está na mudança da cultura, que só acontece com a transformação do ‘mindset dos profissionais envolvidos no processo.

É essencial sair de um modelo “comando e controle” para uma gestão servidora, mais humanizada. A democratização das informações nesse processo leva a uma mudança no estilo de gestão, que passa a ser cada vez mais horizontal, em que os profissionais assumem a autogestão, tornando-se protagonistas do processo.

Essa realidade já chegou também nas escolas, por meio do movimento denominado de “educação 4.0”.  A Microsoft, por exemplo, adquiriu o ‘minecraft’ para usar como ferramenta na nova forma de ensinar, inovando o processo de aprendizado. Educadores do mundo todo estão transformando suas instituições com as salas de aula com o Minecraft Education Edition, ajudando nos aprendizados com as habilidades do século XXI, como criatividade, codificação, colaboração e trabalho em equipe. Usam o ‘minecraft’ para ensinar em assuntos escolares alinhados ao banco nacional comum curricular – BNCC.

Há um tempo,  fui convidada para participar de um projeto da Alert Education– AEP Microsoft. Temos o papel de trabalhar a mudança de ‘mindset’ dos professores e gestores da educação, ajudando-os como educadores a fazerem diferente, a “ensinarem” de uma forma mais colaborativa e ágil, gerando impacto nos alunos e seus familiares. É essencial tirar partido do interesse natural que os alunos já nutrem por jogos. Eles são os clientes dos colégios e os educadores precisam “falar a sua língua”, para melhor atendê-los.

Qual o impacto de tudo isso para as organizações?

Se hoje já é desafiador engajar os novos profissionais que chegam às empresas em busca de inovação e de uma relação mais próxima com os gestores, ignorando hierarquia, que nem deveria mais existir, a tendência é que isso se intensifique. Ao médio prazo, os alunos que fazem parte do novo sistema de educação, com maior protagonismo, chegarão às empresas com mais autonomia e criatividade, dando importantes contribuições no mundo dos negócios.

Os profissionais que já se encontram hoje no mercado de trabalho precisam se preparar para dar conta desse cenário, buscando o seu desenvolvimento constante, especialmente no que se refere às ‘soft skills, sabendo se comunicar e se relacionar de maneira empática e colaborativa. Entramos na era onde se faz necessário o equilíbrio entre a inteligência artificial com a inteligência emocional.

Como a conversa no elevador pode ampliar o seu networking?

Saber se comunicar nos tempos atuais é essencial para incrementar a sua lista de contatos e, futuramente, abrir novas oportunidades de negócios

Susanne Anjos Andrade – 07/05/2019 às 11h20  (Portal IT Forum 365 – coluna “Desenvolvimento Humano na Era 4.0”)

Trabalhar em andares altos, tendo que enfrentar aquela fila para pegar o elevador até chegar em seu escritório, nem sempre deve ser visto como uma desvantagem. Isso porque, nesses momentos corriqueiros da vida de quem trabalha em ambiente corporativo pode apresentar um lado positivo: por que não aproveitar o “trânsito” no elevador para estreitar as suas relações com quem também trabalha no mesmo condomínio?

Segundo estudo recente da consultoria Right Management,  70% das contratações, atualmente, são fruto de indicações de outros profissionais que já estão no mercado de trabalho. E, mais do que isso, para empreendedores, o caminho deve ser o mesmo, já  que é preciso aproveitar todas as oportunidades para conquistar novos clientes. Por isso, bate-papos no elevador podem gerar novas parcerias de negócios. Mas como isso ocorre?

A resposta é simples: quando o elevador estiver subindo, tente quebrar aquele silêncio e fugir das conversas que não geram nenhum resultado de parceria como: “Nossa, hoje está frio, né?” ou “Que sono, hoje foi difícil acordar”. Você pode até iniciar o papo com esses assuntos, mas tente prolongá-lo. Pergunte no que a outra pessoa trabalha, qual o serviço que ela oferece.

Por mera coincidência, você pode estar necessitando dos serviços dela, e vice-versa. Outra dica é sempre ter um cartão de visitas com você, pois, assim, estamos preparados para essas ocasiões.

Tenho um exemplo bem interessante sobre uma conversa positiva no elevador: um dia eu vi que a ascensorista em uma universidade estava lendo e perguntei se era hábito comum seu, quando ela disse que era apaixonada por leitura. Comentei que era escritora e citei os títulos dos meus três livros, para que ela escolhesse um que eu pegaria no carro. Ela disse que gostaria de ler “O poder da simplicidade no mundo ágil”. Um aluno de pós-graduação ouviu a nossa conversa, disse que já tinha visto meu livro nas redes sociais, começamos um bate-papo e acabei por fechar um processo de ‘coaching’. Sei que hoje é raro ter ascensorista em elevador, mas o importante é incentivar o diálogo e demonstrar interesse pelas pessoas e que colhemos frutos com isso.

Comunicação humana é essencial para os negócios

Contudo, por mais que todos saibam que as relações humanas são fundamentais para  negócios, muitos empreendedores e até colaboradores não levam isso tão a sério e desperdiçam oportunidades –  como uma simples conversa no elevador – para criar alianças para a carreira ou o negócio. Não importa o setor no qual você atua, a comunicação é extremamente importante e devemos prestar atenção em todos os funcionários que convivem com a gente – desde faxineiros até CEOs de empresas. Todos se cruzam em vários momentos do dia, e podem ter novidades para te oferecer.

Além de aproveitar o elevador como um momento para trocar experiências de trabalho, muitos condomínios já têm usado o WhatsApp para criar um grupo com todos os condôminos, também como forma de networking. Devemos usar os meios digitais, pois nem sempre cruzaremos com todos com quem temos interesses em comum. Por exemplo, uma médica que tem um consultório em um determinado endereço, poderá ampliar seu número de clientes por indicação, ou seja, por meio de conversas e troca de experiências.

As conversas também são capazes de mudar totalmente a forma de interação de uma equipe, já que comunicar-se é um exercício que, quanto mais praticamos, mais nos aprimoramos. O colaborador ou líder que sabe se comunicar, promover o seu trabalho, garante maiores chances de conseguir os resultados de uma maneira mais rápida e eficaz. Profissionais satisfeitos e bem-resolvidos são muito mais produtivos.

Infelizmente, até hoje, não existem campanhas que intensifiquem a importância do networking nas relações de trabalho. Mas, de forma geral, com o desemprego e as dificuldades cada vez maiores para ingressar no mercado de trabalho – ou até mesmo para abrir um negócio próprio- as relações entre as pessoas estão ficando mais fortes – principalmente com a chegada do LinkedIn, uma das principais redes sociais atualmente.

No entanto, embora o networking no ambiente virtual seja fundamental hoje em dia, o “olho no olho” faz toda a diferença e não deve ser deixado de lado. É um erro acreditar que as conexões virtuais substituem os contatos pessoais, pois são caminhos diferentes – e ambos importantes- para ampliar a rede de contatos e garantir o sucesso no mercado.

Como desenvolver soft skills para ter mais resultados com menos tempo de trabalho

As habilidades “não técnicas” de um profissional – competências que fazem parte do comportamento da pessoa

Susanne Anjos Andrade

23/04/2019 às 14h24

Artigo publicado no Portal IT Forum, coluna “Desenvolvimento Humano na Era 4.0”

Já passou a época em que um currículo ou um diploma definia se o profissional era bom ou não. Atualmente, pelo fato de a concorrência ser cada vez maior para aqueles que buscam uma qualificação profissional, surgiu um novo conceito: as ‘soft skills’. Mas o que significam, e por que apareceram para revolucionar o mercado de trabalho?

As ‘soft skills’, ou seja,  as habilidades “não-técnicas” de um profissional, nada mais são do que competências pessoais, que indicam a forma como aquela pessoa lida com os problemas, como se relaciona e interage com os demais. Entre elas, estão: colaboração, empatia, comunicação, liderança, inteligência emocional, flexibilidade, entre outras. Quando experimentamos essas emoções positivas, nos sentimos mais motivados e inspirados para irmos além, conquistando mais e mais.

No momento em que essas habilidades são acionadas, torna-se mais fácil o profissional desenvolver as suas tarefas no trabalho. Mais do que isso, quando um líder ouve e conhece o profissional, juntos conseguem definir o papel mais adequado para o mesmo, de acordo com o seu propósito e perfil. Assim ele trabalha com prazer e alcança um melhor desempenho. Por isso, muitos recrutadores, além de avaliarem as competências técnicas de um candidato, também avaliam o seu comportamento, em busca de um membro que se encaixe dentro de uma determinada equipe.

Um profissional feliz traz mais resultados em menos tempo

O sonho da maioria dos profissionais é conseguir chegar na metade do mês com todas as metas exigidas pela empresa realizadas. Pode parecer clichê o que vou falar, mas quando a pessoa trabalha com prazer, os resultados que precisam ser entregues para o cliente – não importa o setor – surgem de forma natural. Eu falo de forma mais aprofundada sobre esse tema em meu terceiro livro, o best-seller “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”.

Em contrapartida, para aquelas pessoas que não trabalham com o que gostam – ou que estão em uma empresa na qual o modelo de gestão não leva em conta essas habilidades “não-técnicas” – e encaram as tarefas como algo desgastante, achando que tudo é chato e difícil -os resultados demoram para aparecer e, muitas vezes, nunca aparecem. Por isso que, quando o profissional identifica suas próprias habilidades emocionais e trabalha em uma corporação que saiba fazer bom proveito de cada qualidade sua, o desempenho da equipe como um todo flui de forma natural.

Na teoria, tudo parece ser muito fácil e você deve estar se perguntando por que as pessoas não desenvolvem logo as ‘soft skills’ e seguem a vida de uma maneira mais leve? O problema é que a maioria das pessoas passa anos sem saber o que realmente as satisfaz profissionalmente. Para se ter uma ideia, de acordo com pesquisa recente, realizada pelo consultor de carreiras Freddy Machado, cerca de 90% das pessoas estão infelizes no trabalho. E, na minha opinião, esse percentual encontra-se tão elevado justamente pelo fato de muitos não desenvolverem as suas ‘soft skills e não encontrarem o seu propósito no trabalho. Mas para que desenvolver essas habilidades?

Método ágil

As empresas que adotam os métodos ágeis, como o ‘scrum’, ‘lean’ ou ‘kanban’ estão conectadas com essa demanda, buscando criar espaços para o desenvolvimento das ‘soft skills’ dos profissionais, sem as quais o método não funciona. O foco, hoje, passou a ser nas pessoas, como caminho para a agilidade nas entregas, onde a eficácia é o que mais importa. É fazer a coisa certa, na hora certa. Para isso, é necessário conhecer o seu propósito e o da equipe, ouvir as pessoas, exercitar a empatia, atuar com base em uma liderança servidora, em que os profissionais vão desenvolvendo a autogestão, em um ambiente colaborativo. Esse modelo permite, então, que os colaboradores desenvolvam essas habilidades não-técnicas, sem as quais os resultados não aparecem, e com as quais os profissionais ficam mais felizes. Para fazer parte desse novo mundo do trabalho é essencial assumir o protagonismo e buscar esse desenvolvimento.

Portanto, ficou claro que, nos dias de hoje, desenvolver as ‘soft skills’ é uma forma de otimizar o trabalho, tornar os colaboradores e líderes mais felizes e, especialmente, trabalhar a empregabilidade. Aquele modelo convencional, onde existe um alto índice de competição e os funcionários não realizam tarefas que estão alinhadas com o seu propósito, é ultrapassado. Fica a pergunta: e você, já procurou desenvolver as suas ‘soft skills’? A hora é agora: comece já!

 

 

 

Saiba o valor da pausa para o café na repartição

11/04/19 – Correiro Braziliense – Tayanne Silva*

Carioca, pingado, americano, expresso, coado ou o da garrafa da repartição… Não importa o tipo, o importante é o efeito da cafeína e da socialização

Você sabia que a tradicional pausa para tomar um cafezinho no ambiente de trabalho pode aumentar a produtividade e ajudar você a se relacionar melhor com os colegas? Esse intervalo pode acalmar os ânimos depois de um momento de estresse ou de horas de trabalho, além de promover a possibilidade de enriquecer a rede de contatos. O gás na produção também vem da cafeína, que é estimulante. Uma pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) mostra que o coffee break aumenta em 8% o rendimento de uma empresa. Gustavo Carvalho, 25 anos, analista de controladoria da agência BB Turismo, ingere café muitas vezes ao dia, tendo em mente aumentar a produtividade no serviço. “Normalmente, eu tomo sete copos de 100ml, somando dá 700ml por dia”, conta. Ele observa os efeitos da bebida e da pausa no ambiente de trabalho.

“O café me ajuda a me concentrar e alivia o meu estresse. Essa pausa é importante porque, se não, o trabalho seria muito monótono e cansativo. Além disso, ajuda a estimular o pensamento!”, relata o estudante do 9º semestre de engenharia de produção da Universidade Estácio de Sá. Morador de Taguatinga, Gustavo conta que os funcionários da agência não fazem confraternizações frequentemente. Então, a pausa para o café é uma oportunidade de demonstrar gentileza e solidariedade em meio ao grupo. “A ideia é compartilhar o conhecimento. As piadas e conversas não atrapalham o trabalho. Além disso, o primeiro que vai à copa traz café ou água para os demais”, relata Gustavo. “Hoje, há uma grande mudança no processo de trabalhar. É necessário parar, observar e pensar no que se está fazendo! Conversar e interagir com o outro é útil para inovar nas soluções de problemas”, afirma Susanne Anjos Andrade, sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano.
Segundo ela, que é coach, as pessoas estão acostumadas a olhar para o outro por meio do crachá. “Mas é necessário ver o colega como um ser humano, que tem questões fora do trabalho e com quem se pode compartilhar experiências. Você deve refletir desta maneira: quem é aquele ser humano e o que ele tem a me contar?”, recomenda. A professora de cursos de MBA da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap) observa que, ao se relacionar com os outros, a pessoa pode aumentar o ânimo para o trabalho. “Ao tirar um tempo para conversar com os companheiros de empresa, você irá ouvi-los e exercitar a empatia, ou seja, conhecê-los. Quando existe essa interação, a produtividade vem naturalmente, melhora o trabalho em equipe e a saúde mental”, analisa a graduada em serviço social pela Universidade Católica do Salvador (UCSal).
Além disso, de acordo com Susanne, se continuar trabalhando sem parar, vai chegar a um ponto em que sua mente estará tão cansada que não conseguirá mais inovar. “Dar essa pausa ajuda a respirar e também a interagir com as pessoas. É a Técnica Pomodoro de produtividade”, afirma. A pós-graduada em recursos humanos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) explica que essa técnica consiste em dar um pequeno intervalo a cada 25 minutos. A ideia é que esse momento aumente a agilidade do pensamento. “Por exemplo, um jornalista está produzindo uma matéria, mas o profissional empacou nessa produção. Quando parar de trabalhar e começar a refletir, passará pelo corredor e conversará com alguém. No diálogo, pode surgir um novo ponto de vista, dá para receber sugestões que não envolvem o trabalho”, diz Susane, mestra em saúde coletiva pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Relacionamentos

O psicólogo Fauzi Nelson Mansur, formado pela Universidade Santa Úrsula (USU), analisa que, quando está trabalhando sem parar, o profissional funciona de maneira mecânica e perde a espontaneidade. “Esses intervalos no emprego são muito importantes. É claro que não podem ser longos porque, se não, vão tirar você da construção mental da tarefa”, observa. A pausa para o café não envolve apenas a ingestão do líquido em si, mas é um momento de se reunir e confraternizar com os colegas. Porém essa ideia de união entre funcionários pode não ser tão vantajosa, dependendo da empresa. “Não devemos achar que uma proposta bem-sucedida em um lugar dará certo em outro porque uma equipe é diferente da outra. As pessoas não são as mesmas e se relacionam de maneiras diversas. Essa ideia não é uma fórmula que sempre terá o mesmo resultado.” De acordo com ele, essas pausas podem ser boas ou ruins porque os funcionários, ao se relacionarem de uma forma pessoal, podem ter desavenças. A orientação é manter certo distanciamento nesses momentos: você não precisa virar amigo de ninguém, mas também não deve ser inimigo de qualquer colega. “O importante é entender que a união e o engajamento de um grupo não vêm das confraternizações, mas, sim, da relação que as pessoas têm entre si”, explica o professor do Instituto Federal de Brasília (IFB).

Biologia

 

No ano passado, um estudo da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, comprovou que os funcionários que tomam uma xícara de café antes de se envolverem em uma tarefa em equipe têm o trabalho mais construtivo. Os membros que ingeriram cafeína tinham mais concentração e pensamentos positivos sobre eles mesmos. De acordo com Antonello Monardo, barista pela Academia Italiana Maestri del Caffé há 18 anos, a qualidade da bebida pode estar associada ao aumento da produtividade e da inovação. “Isso depende do café que você ingere. Se ele for ruim, o sabor e o aroma o deixarão nervoso porque será um desprazer tomá-lo. Um bom satisfaz, nos deixa mais felizes e criativos.”
Segundo ele, é importante saber que a melhora da concentração é resultado do tipo da bebida que se toma. “A maioria dos cafés de repartição, além de baixa qualidade é da espécie robusta (Coffea canephora — que não precisa de tanto cuidado na lavoura e no preparo)”, diz. Com esse tipo, o efeito energético é mais rápido porque ele é geneticamente mais forte e tem três vezes mais cafeína que a espécie arábica (Coffea arabica — superior à outra e pede uma atenção maior durante o cultivo, pois a estrutura vegetal é mais fina, tem diversos sabores e aromas intensos). “Essa última espécie, porém, é mais sudável. No entanto, para atingir o propósito de ficar alerta, é preciso consumir mais xícaras da bebida”, explica.
Três perguntas para / André Heibel é formado em nutrição pela Universidade de Brasília (UnB), com graduação sanduíche pela Universidade do Estado de Nova Jérsey (Rutgers), nos EUA; e mestre em nutrição humana pela UnB.
Para as pessoas que não tomam café existe outro alimento que pode substituí-lo?
Chás derivados da planta Camellia sinensis, como os chás verde, branco e preto, são boas opções. As bebidas energéticas têm grandes quantidades de açúcar e corantes, então não devem ser utilizadas no lugar do café. E o ideal é bebê-lo sem adição de açúcar e/ou adoçante. Os malefícios de adoçar a bebida suprimem os benefícios. Precisamos aprender a respeitar o sabor dos alimentos. Existe, ainda, a possibilidade de suplementação de cafeína, mas é necessário consultar um profissional da área para evitar superdosagem e efeitos colaterais.
Quais são os principais efeitos da bebida?
Em pessoas que estão em estado de estresse e privação do sono, haverá a liberação de cortisol (hormônio do estresse). Em pessoas saudáveis, não provocaria isso. As consequências seriam melhora da memória, da concentração, do ânimo.
O aumento da produtividade tem a ver com a composição do produto?
Sim. Vários estudos demonstram que o uso da bebida, principalmente, pela cafeína, pode aumentar a atenção e os parâmetros cognitivos. Isso ocorre porque esse composto age nos receptores que estimulam cansaço e fadiga no sistema nervoso central.
Quais são as vantagens e as desvantagens da bebida?

Benefícios

* O café tem compostos como o ácido caféico e o ácido clorogênico, que agem na proteção celular, na diminuição do estresse oxidativo e na inflamação;
* No exercício, o alimento consegue promover melhora no desempenho esportivo por meio do aumento de força, velocidade de resposta e diminuição da fadiga;
Pacientes com pré-diabetes que consumam regularmente o café têm como resultados a diminuição da glicemia e a melhora da resistência à insulina;
* Reduz a hipertensão arterial sistêmica, o colesterol e a gordura abdominal;
* Combate a depressão e deixa as pessoas mais felizes;
* Diminui o risco de vários tipos de câncer.

Malefícios

Existem metabolismos rápidos e lentos; dependendo da genética do indivíduo, o acúmulo de cafeína pode gerar efeitos colaterais como tremedeira, diurese aumentada, ansiedade e taquicardia;
* Pessoas com problemas no estômago (como gastrite e úlcera) podem sofrer de irritação na mucosa do órgão, que causa dor e queimação;
* A cafeína em excesso pode provocar toxicidade, aumentando as chances de taquicardia e, consequentemente, arritmia e crises convulsivas. Os principais sintomas de que estamos exagerando são: agitação, aumento da temperatura corporal, aceleração do ritmo cardíaco, insônia, irritabilidade e ansiedade;
* Em uma crise de abstinência, dores de cabeça, irritabilidade, fadiga aumentada, dificuldade de concentração e tremores são observados nas primeiras 24 horas.
Fonte: os nutricionistas André Heibel e Lanuzza Meireles Monte e o barista Antonello Monardo

Saiba mais sobre a quantidade

O café é a principal fonte de cafeína, mas a substância também é encontrada no cacau, no chá verde, em bebidas energéticas e em refrigerantes de cola. A bebida é bastante utilizada para estimular o sistema nervoso central (SNC), aliviando o sono e a fadiga, deixando o indivíduo mais alerta, concentrado e focado, motivo pelo qual é tão usada para trabalho, estudos, treinamentos, entre outros afazeres. Segundo a nutricionista Lanuzza Meireles Monte, formada pela Faculdade Anhanguera, para o consumo da bebida ser considerado baixo, não se deve ultrapassar 200mg de cafeína ao dia. Uma dose acima de 300ml de café (mais de duas xícaras) em um dia é considerada alta e extrapolada. O pico do efeito da cafeína dura de 30 a 90 minutos. Dependendo da concentração, pode passar disso, chegando a cinco horas.

Saiba mais

O efeito do café está totalmente associado a dose:
Dose x Quantidade de cafeína
Uma xícara do coado (250ml) – De 100mg a 150mg
Expresso (30ml) – de 50mg a 110mg
Instantâneo (240ml) – De 50mg a 70mg
Data
O Dia Mundial do Café é comemorado no próximo domingo (14).