Todos os posts de Susanne Andrade

Susanne Andrade é Palestrante, Escritora, Coach e Consultora na área de Desenvolvimento Humano, em empresas nacionais e multinacionais. É especialista em promover a Humanização das Relações para Conquistar Melhores Resultados. É sócia-diretora da Andrade & Barros Consultoria.

Líder 4.0: principal virtude é escutar – Diário de Pernambuco

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2018/10/14/internas_economia,765444/lider-4-0-principal-virtude-e-escutar.shtml

Muito se fala sobre a importância das habilidades socioemocionais ou comportamentais, aquelas que não dependem de conhecimento ou técnica, mas da atitude. Mas você sabia que entre as competências mais desejadas nos funcionários pelos empregadores está a “escutatória”? Quase 20 anos depois de o neologismo ter sidos criado pelo escritor, psicanalista, teólogo e professor brasileiro Rubem Alves, cresce o número de empresas que tentam estimular líderes a desenvolverem a capacidade de ouvir no ambiente corporativo. Instituições que antes eram adeptas do ditado “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, identificaram uma nova necessidade antes da tomada de decisões importantes: escutar sem preconceitos e considerar as opiniões do máximo possível de colaboradores.
Mais do que persuadir os funcionários a aceitarem o seu ponto de vista em todas as situações, o gestor moderno deve se abrir para visões diferentes sobre produtos, estratégias ou mesmo questões administrativas internas da companhia. É claro que esse tipo de habilidade é considerada importante também em empregados fora de cargos de gestão — afinal, um empregado que não se abre para o que os outros dizem terá mais dificuldade de aprender algo, conviver em equipe e até de melhorar o próprio desempenho. No entanto, esse tipo de atributo é ainda mais primordial entre líderes, a fim de que eles estimulem o hábito de ouvir  os demais colaboradores. É do chefe que devem partir as iniciativas para um ambiente mais democrático, aponta Jacqueline Resch, certificada em práticas de colaboração e diálogo pelo Taos Institute.
“O líder não é mais aquele que tem todas as soluções. Ele deve compreender por que o outro pensa diferente, evitar prejulgar antes de ouvir”, ensina. Para Susanne Andrade, consultora de pessoas e desenvolvimento humano, os chefes precisam focar menos em comandar e mais em ouvir os subordinados. “Muitas empresas querem lideranças mais humanizadas e servidoras, líderes que ouçam e gerenciem por meio de perguntas, em vez de impor”, afirma. Segundo ela, o mercado de trabalho caminha para uma metodologia mais colaborativa do que competitiva. De acordo com Jacqueline, psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO), a empresa ganha em resultado com o debate de ideias.
“Durante a discussão podem ser levantados prós e contras que, em princípio, o líder não enxergou. Ao se considerarem as várias perspectivas de uma mesma questão, provavelmente se chega a uma decisão melhor”, acredita. Se o gestor age de maneira autoritária e não promove a “escutatória”, a entidade em que ele trabalha pode sofrer duras consequências: perda da capacidade de retenção de talentos e inovação, diz Jacqueline, que fez MBA em gestão pelo Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
“Se a empresa não escuta as pessoas, os mais jovens não querem trabalhar nesse local, porque eles querem ser ouvidos e participar. Além disso, como você vai inovar se não leva em consideração pensamentos diferentes? É necessário ter funcionários que tragam ruptura para pensar em outras alternativas”, aconselha, a sócia da Resch RH, consultoria em recursos humanos.
 
Gerações
Na White Martins, empresa de produção e comercialização de gases industriais e medicinais, representante da Praxair na América do Sul, modelos mais inclusivos de comunicação ganham espaço ao mesclar funcionários experientes e jovens. É o que relata a diretora de talentos e comunicação em RH na empresa, Cristina Fernandes, 48 anos. Ela cita uma das vantagens da “escutatória” que ela tem sentido na organização. “Dar voz a pessoas de todas as gerações, que têm bagagens diferentes, faz com que elas se motivem mais a entregar o melhor para a empresa”, afirma.
Pós-graduada em marketing pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Cristina conta que a companhia onde trabalha tem promovido treinamentos de liderança com valorização de diversas competências, entre elas o hábito de escutar.
 
Como ter um discurso eficiente
A demanda crescente de empresas por profissionais que saibam escutar torna o ambiente corporativo mais aberto às opiniões dos colaboradores. Mas isso não exclui a necessidade de que os trabalhadores, especialmente gestores, dominem a persuasão e saibam se comunicar bem com os funcionários e o público externo. Uma boa oratória é fundamental para os chefes não prejudicarem a organização.
“Sobretudo nas empresas mais tradicionais e de grande porte, ainda existe espaço para esse tipo de líder, persuasivo e ativo”, afirma Jacqueline Resch. Dados de uma pesquisa do Instituto Paulo Montenegro e da ONG Ação Educativa revelam um problema grave na comunicação dos brasileiros: apenas 8% das pessoas de 15 a 64 anos são capazes de se expressar de forma plena.
Assim, muitas empresas padecem não pela falta de conhecimento técnico ou de experiência dos gestores que estão à frente do negócio, mas porque esses não estão capacitados para se comunicarem. As consequências de um discurso malconduzido vão desde a falta de transparência nas informações internas da empresa, passando por falta de clareza e mal-entendidos ao passar tarefas, até a perda de oportunidades com os clientes e outras instituições que atuam na mesma área.
“100% das empresas têm algum problema de comunicação, seja internamente, seja na condução do negócio junto aos clientes”, afirma Sandra Rossi, sócia-proprietária da Verte,  consultoria de engajamento.
Um bom sinal de que existe progresso é quando as informações são compreendidas por todas as pessoas envolvidas no diálogo ou em reuniões da equipe. “A comunicação só ocorre quando a pessoa entende realmente aquilo que eu passo. Senão, é apenas uma passagem de informação. Quem fala e quem ouve devem entender em nível igual”, diz Susanne Andrade, coach pela Sociedade Brasileira de Coaching (SBC).

 

5 dicas para deixar a ansiedade de lado no trabalho – Portal Revista Melhor

A pressão por resultados e a correria diária estão deixando o ambiente de trabalho cada vez mais estressante e, muitas vezes, tóxico, o que impacta negativamente na saúde e no equilíbrio emocional de muitos profissionais.

Seja por escolher uma carreira que garanta mais oportunidade de trabalho – mas que foge do que realmente gostaria de fazer- ou por falta de propósitos claros na vida, alguns profissionais às vezes começam a operar no “piloto automático”, sem ter prazer pelo que fazem, e, consequentemente, ficam ansiosos e desmotivados no trabalho.

Crédito: Freepik

Por outro lado, algumas empresas ainda insistem em manter modelos de gestão ultrapassados, que geram ambientes corporativos nocivos e levam a um grande risco de estabelecer um clima de insatisfação geral entre os colaboradores da empresa.

“O mercado de trabalho está mudando, e as empresas que inovaram no seu modelo de gestão estão atingindo melhores resultados e atraindo bons profissionais. Principalmente a geração Milenium, que começou a despontar no mercado de trabalho, espera mais da empresa do que apenas o salário. É preciso ficar atento a este momento”, explica Susanne Anjos Andrade, especialista em desenvolvimento humano e autora do best-seller “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”.

Leia também:

3 dicas para combater a ansiedade

A especialista aponta 5 dicas para gestores e profissionais construírem um ambiente corporativo mais agradável, com menos ansiedade e mais satisfação:

Trabalhar no modo mecânico

Há pessoas que escolhem a carreira em virtude do desejo do outro, ou pela quantidade de vagas no mercado, esquecendo seu verdadeiro propósito. Quanto mais aprofundam o conhecimento em uma área de que não gostam, mais infelizes ficam, pois não estão fazendo o que gostam.

Com isso, acabam entrando no “piloto automático” na hora de trabalhar, cumprindo apenas o necessário, sem um sentido maior. O trabalho vira apenas um meio de ganhar o salário no fim do mês. A sobrevivência é o principal foco desses profissionais.

“Para que o trabalho tenha um significado maior, a escolha de sua carreira deve levar em consideração as habilidades, os sonhos, aquilo que desperta o brilho nos olhos. Caso contrário, o cansaço, a falta de energia e a ansiedade tomarão conta não só do lado profissional, mas da vida como um todo”, diz Susanne.

Definir o propósito de vida

Levar a vida de forma mais leve e tranquila, definindo sempre qual o seu propósito na vida e na carreira, é uma forma de cultivar a “leveza na seriedade”. “A leveza deve ser pautada pelo propósito de cada um. O problema é que alguns deixam o propósito de lado e outros nem sequer sabem identificá-los”, comenta a especialista.

A especialista cita um exemplo: “É comum, na área de tecnologia, os profissionais assumirem o caminho da gestão enquanto o seu propósito consiste em ser um especialista, aprofundando o conhecimento em tecnologias específicas. Se eles fazem essa escolha errada, passam a trabalhar de maneira mecânica, e então são tomados pela ansiedade e pela apatia. Falta-lhes energia para desenvolver seu time, e as entregas não ocorrem. Sem contar que o ambiente de trabalho começa a pesar, e esse é o momento em que o clima de angústia e incerteza se instala”, avalia.

Competir de forma destrutiva

Muitas empresas tradicionais ainda atuam com o modelo de gestão por conflito, considerado o grande responsável pela causa da apatia e da ansiedade. Nesse modelo, é instigada a competitividade destrutiva entre profissionais e áreas, como caminho para os resultados acontecerem.

“É importante entender que competitividade desenfreada é diferente de competição. Ao analisarmos o conceito de competição, percebemos que é simplesmente insustentável a noção de aniquilar o outro. A palavra competição remete a algo positivo e construtivo, uma vez que é derivada da palavra latina competere, que significa ‘empenhar-se junto”.

“Infelizmente, porém, não é isso que tem acontecido nas organizações mais tradicionais, que muitas vezes são controladas por pessoas com perfil de ‘general, construídas para o combate, e que operam sob o lema da competitividade. O custo para trazer resultados e lucros é a destruição das pessoas no meio do caminho.”

De acordo com a especialista, a realidade tem mostrado que esse tipo de gestão não funciona mais, porque os profissionais estão mudando e buscam mais qualidade de vida e leveza na sua vida, embora nem todos os gestores tenham se dado conta disso.

Acreditar no “eu mando, você obedece”

Apesar de ainda ser predominante em muitas empresas, o modo de liderança do tipo “comando e controle” está ultrapassado e não atende a nova realidade do mercado. “As pessoas mudaram e o ritmo de trabalho também precisa se modificar, ficar preso ao modo antigo resulta em fracasso”, avalia Susanne.

“Não se pode mais gritar com as pessoas ou ordenar que elas sejam de um jeito ou de outro. A motivação para a mudança e o desenvolvimento de novas habilidades têm de vir de dentro. Para isso, a liderança precisa mudar o estilo de comando e controle para uma liderança servidora, que inspira”, enfatiza.

A mudança está dentro de cada um

Muitas pessoas se queixam, mas não fazem nada para mudar a situação. “Claro que nem tudo depende de nós, mas é preciso compreender também que há sempre um passo que podemos dar, nem que seja, em última instância, mudar de empresa”, afirma a autora.

Para Susanne, é possível mudar a nossa mentalidade e conquistar o que desejamos, melhorando os resultados na empresa, aumentando a produtividade e a felicidade profissional. “Profissionais satisfeitos e bem-resolvidos não são ansiosos”, finaliza.

Susanne Anjos Andrade – Autora dos Best-Sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”, recém-lançado pela Editora Gente, “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”. É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching, liderança e transformação digital focado em pessoas. Também é sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o “Modelo Ágil Comportamental”, e parceira da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP). Confira também livros e treinamentos.

O lado humano da tecnologia – TI Inside

Não é somente de sistemas, equipamentos e integração entre máquina e ser humano que vivem as empresas de tecnologia da informação. Conectar-se com o time e tornar o ambiente de trabalho mais interativo deixa as empresas mais humanizadas e, consequentemente, ajuda a serem mais competitivas e a atingirem melhor desempenho.

Os padrões dentro das empresas mudaram muito com a chegada da tecnologia, e sabemos que não vão parar por aí. A cada dia uma nova ferramenta e uma tecnologia inovadora surgem no mercado para revolucionar a forma como atuávamos em determinada atividade. Prova disso é o uso da inteligência artificial dentro das empresas, que já é uma realidade e pode mudar a forma de as pessoas e o setor de recursos humanos agirem no mundo corporativo.

Os departamentos de RH já perceberam que a tecnologia pode contribuir para a melhoria dos índices de atração, retenção e qualificação de suas equipes, por isso, começaram a dar mais atenção para esses aspectos.

Gestão humanizada

Hoje muitas empresas têm investido na valorização da gestão para melhorar o ambiente de trabalho e a qualidade de vida de seus colaboradores. Afinal, um funcionário feliz tem melhor performance, tornando o seu meio mais agradável e transmitindo o seu bem-estar para toda a equipe, contagiando todo o ambiente.

Um estudo da Universidade da Califórnia apontou que um trabalhador feliz é, em média, 31% mais produtivo do que os demais. O mesmo levantamento constatou que as vendas desses profissionais são 37% mais elevadas, e sua criatividade é três vezes maior do que funcionários que não são felizes no trabalho.

Mas contar com profissionais satisfeitos e atingir a excelência na gestão da equipe só é possível se a diretoria e a equipe estiverem em total sintonia.

Principalmente na área de TI, onde a rotatividade tende a ser alta, atrair novos talentos e mantê-los na empresa é uma tarefa que exige bastante dedicação

E como é possível manter bons profissionais na sua empresa, e deixar o clima mais agradável e interessante para todos? Oferecer um bom plano de carreira, programas de desenvolvimento e benefícios são aspectos positivos e que merecem ser considerados. No entanto, mais do que oferecer benefícios para cada um dos colaboradores, é preciso ouvi-los.

Jovens buscam empresas diferenciadas

As gerações mais novas, que estão chegando ao mercado de trabalho, são as mais vorazes por conhecimento, por fazerem a diferença no mundo e por trabalharem por prazer, e não simplesmente por um bom salário.

Muito jovens, por exemplo, topam facilmente deixar uma companhia multinacional que lhe paga um bom salário e lhe garante uma série de benefícios por uma startup que está iniciando suas atividades, mas que tem um projeto inovador para ajudar o meio ambiente.

As novas gerações estão percebendo a importância de se trabalhar com aquilo que realmente gosta, e valorizar as empresas que têm valores alinhados aos seus. As companhias que estão atentas a este movimento e investem em boa gestão e na valorização de suas equipes – principalmente em um bom ambiente de trabalho- já começaram a colher bons frutos. Aderir ao movimento só lhe trará bons resultados!

Susanne Andrade, autora dos best-sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”, recém-lançado pela Ed. Gente, e “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”. É coach, palestrante e professora de cursos de MBA da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching e liderança. Também é sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o “Modelo Ágil Comportamental”

Ter amigos no trabalho pode ajudar sua carreira – Revista Melhor

Ter amigos no trabalho ou manter a política da boa vizinhança, sem aprofundar nenhum relacionamento? Essa é uma pergunta que ainda divide opiniões. Uma pesquisa recente liderada pela Comparably mostrou que, de mais de 33 mil trabalhadores em toda a indústria de tecnologia, mais da metade relatam ter grandes amigos na empresa em que trabalham.

Para a especialista em desenvolvimento humano Susanne Andrade, ter amigos no trabalho pode ser uma experiência vantajosa e positiva, inclusive para o aspecto profissional. “No momento em que a pessoa sabe que tem vínculos no ambiente de trabalho, colegas com quem ela pode criar elos e conexões, ela se sente mais feliz naquele lugar, se entregando mais por gostar dos profissionais que estão ali, e construindo um ambiente de confiança”, explica ela.

Susanne lista alguns prós e contras da amizade no trabalho:

Pertencer a um grupo

Pesquisas mostram que, depois de contar com comida e abrigo, pertencer a um grupo é uma necessidade humana fundamental. “Considerando que passamos entre 8 e 9 horas diárias no trabalho (sem incluir o tempo de deslocamento), temos muito menos tempo para atender às nossas necessidades sociais fora do trabalho. Quando não estamos trabalhando, estamos lidando com familiares, questões pessoais ou tentando descansar quando podemos”, pontua Susanne.

Nesse sentido, é mais fácil achar amigos no próprio trabalho do que em outras situações e ambientes da vida cotidiana. Mas, segundo a especialista, é preciso ter cautela, pois você pode conhecer o seu “melhor amigo” no trabalho, como também pode fazer uma amizade que possa se tornar prejudicial. “É preciso ter maturidade para separar o que é profissional e o que é pessoal”, comenta.

Divergências x amizade

Quando ocorre uma discussão por conta do trabalho, entre amigos, isso pode ocasionar um rompimento daquela amizade. “O certo seria sair do escritório e não misturar a discussão profissional com a vida pessoal, continuar como se nada tivesse acontecido. Mas, aqui no Brasil, é muito comum que as pessoas não saibam separar isso, o que pode causar problemas”, avalia a autora.

Chefe x amigo

Outro ponto importante que Susanne ressalta é que gestores devem deixar a amizade de lado quando tiverem informações que não podem passar para seus funcionários, mesmo que sejam amigos fora do trabalho. “Quando a pessoa não tem maturidade suficiente para separar as coisas, a amizade pode atrapalhar”.

Se existe uma amizade muito grande entre o líder e um colaborador de uma equipe, por exemplo, e surge uma oportunidade de promoção, o líder terá que escolher quem será promovido avaliando o trabalho e não a amizade “É preciso ter um equilíbrio, pois não se pode promover alguém por amizade, e sim pelo merecimento do funcionário. Nesses casos, o foco tem que ser na meritocracia”.

Sobre Susanne Anjos Andrade – Autora dos Best-Sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”, recém-lançado pela Editora Gente, “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”. É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching, liderança e transformação digital focado em pessoas. Também é sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o “Modelo Ágil Comportamental”, e parceira da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP). Confira também livros e treinamentos.

Empregados e empregadores podem contribuir para a felicidade no trabalho

É possível, sim, ganhar a vida com alegria. Tanto empresas quanto funcionários são responsáveis por isso, já que os resultados são benéficos para ambos

Thays Martins – Correio Braziliense

Felicidade e trabalho são realmente conceitos que podem andar juntos? Há quem diga que não só é possível como deveria ser regra. O certo é que as novas gerações estão cada vez mais em busca de empregos que não sejam só financeiramente compensadores, mas que também tragam satisfação pessoal. De acordo com Guilherme Krauss, fundador da Humans at Work, consultoria de comportamento e felicidade no trabalho, a busca por bem-estar no emprego é uma tendência em alta. “Isso se explica por uma questão cultural. Há uma dedicação extrema ao ofício, e a gente passa boa parte da vida no trabalho. Com isso, é natural que as pessoas procurem por isso”, explica.

Mas que felicidade é essa? De acordo com pesquisa do Boston Consulting Group (grupo de consultoria empresarial), os brasileiros consideram reconhecimento profissional, aprendizado, desenvolvimento de carreira e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho como os principais indicadores de realização no ambiente corporativo. As vantagens de ter colaboradores contentes são inúmeras, a começar pela promoção da saúde. Para Susanne Andrade, consultora de desenvolvimento humano e escritora, a insatisfação nos escritórios tem contribuído para o aumento de casos de doenças mentais. “O mercado de trabalho tem muita pressão, muita competitividade, e receber um bom salário não é motivação suficiente, causando ansiedade.” Não à toa, só em 2016, ao menos 75,3 mil pessoas se afastaram das atividades laborais por depressão, de acordo com dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Geraldo Bubniak/Divulgação
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, até 2020, essa doença será a mais incapacitante do mundo. Para além dos efeitos na vida pessoal, profissionais felizes nos empregos são bons para as empresas. Um estudo do Center for Positive Organizational Scholarship, da Universidade da Califórnia, mostrou que funcionários que se consideram felizes com o que fazem têm desempenho 27% superior, 125% menos esgotamento, 32% mais comprometimento com a organização e 46% mais satisfação com a atividade desempenhada. Por isso mesmo, de acordo com Guilherme Krauss, pós-graduado em psicologia organizacional, investir em felicidade só traz vantagens para as companhias.

Relação ganha ganha

“Gente feliz trabalha melhor. É fácil observar como dias em que estamos nos sentindo bem e outros em que não estamos influenciam nossa performance. No primeiro caso, há mais criatividade, produtividade e engajamento, e menos afastamento por estresse. Além da questão do papel social da empresa”, explica. “No momento em que o trabalhador está mais feliz, ele tem mais motivação. Os ganhos são tanto para a empresa quanto para o profissional”, completa Susanne, sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento. A valorização dos profissionais equivale a benefícios para os contratantes, de acordo com Fernando Cosenza, vice-presidente de Sustentabilidade da Sodexo Benefícios e Incentivos. “A gente acredita que a competitividade nas empresas depende das pessoas. As tecnologias estão disponíveis para qualquer um com capital, então, apesar de ter importância, ela é commodity. O que realmente pode diferenciar uma companhia da outra são os indivíduos”, destaca.
Fernando Siqueira/Divulgação
O Índice Sodexo de Qualidade de Vida, que monitora como está a satisfação dos funcionários com seus empregos, não teve resultado muito positivo no último semestre. Houve queda de 13% na comparação com o mesmo período do ano passado. “A gente atribui isso aos eventos econômicos e à incerteza eleitoral. Teve também a greve dos caminhoneiros, que impactou muitas empresas”, explica Fernando Cosenza. De acordo com ele, qualidade de vida não é sinônimo de felicidade, mas é algo que caminha junto. “Os países com os mais altos índices de felicidade não são os mais ricos, porque isso não necessariamente tem a ver com recursos. Já, para ter qualidade de vida, é necessário dinheiro, é preciso ter um bom ambiente físico, saúde e bem-estar”, enumera.
Sodexo/Divulgação
Apesar do resultado do primeiro semestre, ele explica que as medições têm mostrado que, de forma geral, os brasileiros não estão infelizes com as ocupações. “Eu diria que há uma tendência a se sentir mais satisfeito do que insatisfeito com a qualidade do empregador”, ressalta. Mas poderia ser melhor. “O sentimento de satisfação vai se desdobrar em engajamento, produtividade, eficiência e isso vai ser devolvido em resultados para a empresa. O dia em que o Brasil inteiro entender que o que faz um empreendimento dar certo ou não são as pessoas, teremos a produtividade que queremos. Hoje, um brasileiro vale por um terço de um chileno e meio argentino em questão de desempenho. Temos índices baixos porque as empresas investem pouco nas pessoas”, esclarece.

Por um ambiente agradável

 

“É papel das organizações criar um ambiente agradável para todos os funcionários. As companhias devem desenvolver ações para engajar os colaboradores”, destaca Susanne Andrade, mestre em psicologia analítica e pós-graduada em recursos humanos pela Fundação Getulio Vargas. Pensando no bem-estar dos colaboradores, há empresas investindo em satisfazê-los. Este é o exemplo da Urbs Imobiliária. Há um ano, a firma resolveu mudar algumas rotinas para diminuir o estresse. Agora, há atividades físicas duas vezes na semana ao ar livre e um dia para um lanche coletivo saudável. “A gente vive em um ambiente muito estressante. O trabalho é muito tenso, por isso sentimos essa necessidade”, explica Ione Vicente, diretora operacional. Para Rosimeire Helena da Silva, 48 anos, funcionária da companhia há 27 anos, as mudanças foram superpositivas. “Não são todos os lugares com essa preocupação com o bem-estar dos colaboradores. Com os exercícios físicos, eliminamos o estresse do dia a dia. Ficamos mais animados tanto para nossas atividades quanto para outros afazeres”, afirma.

Monitorar para agir

 

No fim, é como afirma o filósofo Mario Sergio Cortella no livro Por que fazemos o que fazemos?: “A felicidade não é possível em lugar nenhum de maneira inteira, exclusiva, hegemônica. Agora que a empresa é um dos territórios nos quais construímos nossas condições de fruição das circunstâncias de felicidade, não tenho dúvida”. Para especialistas, se a empresa quer manter os funcionários felizes, o primeiro passo é mensurar como está o ambiente. Isso pode ser feito por meio de pesquisas. “A primeira coisa é monitorar e medir. Depois, é necessário entender os dados, avaliar e agir”, explica Fernando Cosenza, vice-presidente de Sustentabilidade da Sodexo Benefícios e Incentivos. Um exemplo de como é possível fazer isso é o Indicador Nacional de Felicidade no Trabalho, método desenvolvido pela Humans at Work, consultoria de comportamento. Por meio das respostas dos empregados, analisa-se estatisticamente como está o ambiente da empresa.
De acordo com Guilherme Krauss, o indicador tem como principal objetivo mensurar e trazer informação para as empresas poderem desenvolver ações. “O indicador serve para apontar onde agir. O que fazer depende da empresa”, destaca. “O problema pode ser o escritório sujo, os móveis velhos, ou as pessoas estarem com muito calor ou muito frio porque o ar-condicionado não funciona bem… Pode ser simples assim”, explica Fernando. Outro exemplo é a o aplicativo Felizz. Ele pode ser usado para dar feedback e mostrar formas de premiar os funcionários. Segundo o fundador da startup, Gustavo Calheiros Marques Dias, medindo essa satisfação, é possível perceber onde está o problema. “A pessoa entra na empresa como um balde vazio, e as gotas que caem ali vão se somando. Se o RH não trata a questão, o colaborador acaba se desmotivando”, destaca. Além disso, o aplicativo ajuda chefes a lembrarem de ações, como elogiar o subordinado.

Depende de você também!

Independentemente do esforço dos empregadores em promover um ambiente corporativo mais saudável, o caminho para garantir a satisfação no trabalho passa também pelo lado pessoal. Atividades desenvolvidas fora do ambiente corporativo podem ter reflexos dentro do emprego. “Exercícios físicos, meditação, viajar, tudo isso ajuda. E é importante fortalecer a autoestima para você acreditar mais em si mesmo”, recomenda Susanne. “De principal, é preciso se conhecer melhor. O primeiro passo é identificar qual o seu propósito e investir na inteligência emocional. Deve-se buscar uma empresa alinhada com o que você acredita”, explica Susanne, mestre em psicologia analítica. Por isso, para ela, é importante buscar fazer aquilo que dá prazer. “Ao fazer algo que dê paixão, conquistamos nossa liberdade”, defende.
“Além disso, deve-se parar de fazer queixas e começar a olhar o que tem de bacana no trabalho e exercitar o agradecimento. Nosso cérebro não consegue ocupar gratidão e infelicidade junto. Se você chegar ao fim do dia e pensar em três coisas legais, a sua mente colocará para fora o que tem de tristeza”, afirma. Para encontrar satisfação laboral, Guilherme Krauss, pós-graduado em planejamento e gestão de negócios, também destaca a importância do autoconhecimento. “A primeira coisa é entender o que é felicidade para si. Muita gente procura da maneira errada porque a condiciona ao sucesso.
Vou ser feliz quando ocupar determinado cargo, quando conseguir um salário X, quando abrir minha empresa. E isso é perigoso, pois é uma felicidade de destino e não de caminho”, explica. Isso porque, de acordo com ele, é natural que, depois de alcançar algum objetivo, apareça outro; então, essa tal felicidade nunca chegaria. “O ideal é estar satisfeito com que eu tenho agora porque assim vou trabalhar melhor. Vou ser feliz e, com isso, atingir o sucesso. É diferente”, diz.

Chega de estresse

Hoje (23) é o Dia Mundial do Combate ao Estresse. Pesquisa da International Stress Management Association (organização internacional de pesquisa e prevenção de estresse do mundo) apontou o Brasil como o segundo país mais estressado do mundo. E a causa disso, para a maior parte dos entrevistados, é o trabalho. Uma boa notícia é que, de acordo com levantamento da Deloitte, empresa de serviços, a preocupação das empresas quanto ao bem-estar dos funcionários tem crescido: cerca de 92% dos participantes afirmaram que a atenção com essa questão é uma prioridade.

Leia!

 

Editora Planeta/Reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Shinsetsu: o poder da gentileza
Autor: Clóvis de Barros Filho / Editora: Planeta / R$ 39,90 / 272 páginas
Gente/ Divulgação
O poder da simplicidade no mundo ágil
Autora: Susanne Andrade / Editora: Gente / R$ 39,90 / 192 páginas
Planeta/ Divulgação
Por que fazemos o que fazemos?
Autor: Mario Sergio Cortella / Editora: Planeta do Brasil / R$ 20,90 / 176 páginas
Editora Saraiva/Divulgação
O jeito Harvard de ser feliz 
Autor: Shawn Achor / Editora: Saraiva /
R$ 30,71 / 216 páginas
 Editora Campus/Divulgacao
Conduza sua carreira! 
Autor: Robert Steven Kaplan / Editora: Campus / R$ 45,90 / 208 páginas
Editora Actual/Divulgacao
De que cor é o seu pára-quedas? 
Autor: Richard N. Bolles / Editora: Actual / R$ 70 / 360 páginas

Estou satisfeito com o que faço

Independentemente da profissão, é possível conseguir realização. Confira relatos de profissionais que alcançaram essa dádiva.

Jogos além da diversão

 

 

Arthur Menescal/Esp.CB/D.A

 

O produtor executivo da empresa desenvolvedora de jogos Glitch Factory, Matheus Queiroz, 23 anos, não poderia estar mais satisfeito com o emprego. Ele trabalha com gestão de projetos na empresa. “É um ambiente extremamente acolhedor, colaborativo. Desenvolvo-me como pessoa e profissional. Para mim, o grande medidor de felicidade no trabalho é não ter o sentimento de fazer as coisas por obrigação, mas sim, por prazer e paixão”, explica. Matheus, que chegou a cursar 10 semestres de ciências ambientais na Universidade de Brasília (UnB), abandonou porque a área não o fazia feliz. Hoje, estuda gestão de marketing no Centro Universitário Iesb. Apaixonado pelo ramo, ele acabou por juntar a diversão com o ganha-pão.
“Os jogos, em si, sempre foram muito presentes na minha vida, desde pequeno. Em contato com amigos que trabalhavam com isso e vendo esse mercado em Brasília crescendo e ganhando muita força, logo decidi alinhar a paixão com a carreira”, lembra. Mas nem tudo é só diversão. “Confesso que ‘jogar’ já não é tão divertido quanto na infância. Hoje, é impossível fazer isso sem pensar em aspectos ligados ao trabalho, mas acho que são ossos do ofício”, destaca. Apesar disso, ele garante valer a pena. “Pensar em uma rotina ou empresa que não traga felicidade no contexto atual é passar muito tempo da vida realizando algo que o deixa infeliz, pesa e não contribui para seu bem-estar”, afirma.

Cozinha como paixão

 

Arthur Menescal/Esp.CB/D.A

 

Para a confeiteira Karla Sousa, o amor por receitas doces começou ainda na infância, mas ela não pensava nisso como emprego. “Minha mãe sempre foi confeiteira, então, desde meus 3 anos de idade, ia a cursos com ela. Com uns 10 anos, me apaixonei pela cozinha, mas não queria isso como profissão. Queria fazer arquitetura”, lembra. Aos 17 anos, uma doença a impediu de realizar o sonho. “Não pude fazer faculdade, passei a depender da minha mãe para tudo. Tive depressão e síndrome do pânico”, conta. Devido a isso, ela procurou algo que pudesse fazer de casa, encontrou o biscuit, um tipo de artesanato, mas ela não gostava. Um dia, recebeu encomendas de cupcakes junto com as lembrancinhas.
“Eu vi que era aquilo de que eu gostava. Aquela profissão tinha me escolhido e, estando feliz, passaria a felicidade para as outras pessoas”, afirma. Karla, então, foi se especializar e assim surgiu a loja comandada por ela, a Brigadeirando, que funciona há quase sete anos no Sudoeste. “Para mim, é primordial ser feliz no trabalho. É claro, nem todo mundo consegue. Mas eu agradeço por fazer o que gosto. Hoje, entrar na cozinha é uma diversão e me mantém feliz”, conta. “Quando fazemos o que gostamos, tendemos a fazer bemfeito”, completa.

Em busca de realização

 

Prestes a ingressarem no mercado de trabalho, jovens universitários fazem parte da geração Y, essa que valoriza cada vez mais a satisfação pessoal em detrimento de só ter um salário alto. Conheça um pouco do pensamento deles sobre a questão:
Marília Lima/Esp. CB/D.A Press
Bárbara Bezerra, 20 anos, estudante do 6º semestre de letras-espanhol na UnB 
“Para mim, é fundamental ter felicidade no trabalho. Não adianta fazer um curso por mérito ou por popularidade e não ser feliz com aquilo que faz porque você não vai exercer bem. Faço letras e gosto; então, creio que vou ser uma boa profissional.”
Marília Lima/Esp. CB/D.A Press
Talles Bredo, 22 anos, estudante do 3º semestre de biblioteconomia na UnB 
“Na minha área tem bastante vaga para concurso público, meu objetivo. Eu creio que vou ser muito feliz com isso, porque já estou contente aqui na graduação. Felicidade para mim seria trabalhar com o que eu gosto.”
Marília Lima/Esp. CB/D.A Press
Alana Ribeiro, 22 anos, estudante do 7º semestre de museologia na UnB 
“Escolhi esse curso por ter afinidade com essa área. Eu gosto bastante. Sei que o mercado não é muito bom, mas conseguindo algo na área, serei muito feliz. Felicidade no trabalho seria você gostar do que faz, se sentir bem, não atuar só por obrigação.”
Marília Lima/Esp. CB/D.A Press
 
Samuel de Souza Fernandes, 20 anos, estudante do 3º semestre de computação na UnB
“Minha área é bastante difícil por ser estressante. Mas, se for assim e eu conseguir me manter, vale a pena. Acho que, para ser feliz no trabalho, é preciso ter um bom relacionamento com todo mundo.”

Fatores para felicidade no trabalho

 

Pesquisa feita pela consultoria The Boston Consulting Group mostra o que os funcionários valorizam:
Indicadores de felicidade no trabalho Brasil América Latina Mundo
Reconhecimento profissional
Aprendizado e desenvolvimento de carreira
Equilíbrio entre vida pessoal e trabalho
Bom relacionamento com superiores
Bom relacionamento com colegas 10º 12º
Valores da empresa 10º
Estabilidade financeira da empresa
Oportunidade para liderar e assumir responsabilidade 11º
Reputação do empregador 13º 14º
Atividade profissional interessante 10º 12º

As 10 mais

 

De acordo com a revista Forbes essas são as profissões mais felizes do mundo
1. Clero (pessoas que atuam na igreja)
2. Bombeiro
3.Fisioterapeuta
4. Escritor
5. Professor de educação especial
6. Professor
7. Artista plástico
8. Psicólogo
9. Corretor de serviços financeiros

Saber ouvir é fundamental para melhorar a comunicação dentro das empresas

Os ambientes laborais devem se tornar mais democráticos. E, para isso, é fundamental contar com pessoas que saibam não só falar bem, mas ouvir. Trabalhadores com essa habilidade são raros e viraram alvo das empresas modernas

Correio Braziliense

Saber ouvir, sem prejulgamentos, é capacidade cada vez mais valorizada em trabalhadores e,principalmente, gestores. Hoje em dia, saber se comunicar bem não quer dizer apenas ter boa oralidade ou conseguir persuadir o outro: envolve também estar apto a acolher sugestões e opiniões de outros

Muito se fala sobre a importância das habilidades socioemocionais ou comportamentais, aquelas que não dependem de conhecimento ou técnica, mas da atitude. Mas você sabia que entre as competências mais desejadas nos funcionários pelos empregadores está a “escutatória”? Quase 20 anos depois de o neologismo ter sidos criado pelo escritor, psicanalista, teólogo e professor brasileiro Rubem Alves, cresce o número de empresas que tentam estimular líderes a desenvolverem a capacidade de ouvir no ambiente corporativo. Instituições que antes eram adeptas do ditado “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, identificaram uma nova necessidade antes da tomada de decisões importantes: escutar sem preconceitos e considerar as opiniões do máximo possível de colaboradores.
Marcos Ramos/Divulgação
Mais do que persuadir os funcionários a aceitarem o seu ponto de vista em todas as situações, o gestor moderno deve se abrir para visões diferentes sobre produtos, estratégias ou mesmo questões administrativas internas da companhia. É claro que esse tipo de habilidade é considerada importante também em empregados fora de cargos de gestão — afinal, um empregado que não se abre para o que os outros dizem terá mais dificuldade de aprender algo, conviver em equipe e até de melhorar o próprio desempenho. No entanto, esse tipo de atributo é ainda mais primordial entre líderes, a fim de que eles estimulem o hábito de ouvir  os demais colaboradores. É do chefe que devem partir as iniciativas para um ambiente mais democrático, aponta Jacqueline Resch, certificada em práticas de colaboração e diálogo pelo Taos Institute.
“O líder não é mais aquele que tem todas as soluções. Ele deve compreender por que o outro pensa diferente, evitar prejulgar antes de ouvir”, ensina. Para Susanne Andrade, consultora de pessoas e desenvolvimento humano, os chefes precisam focar menos em comandar e mais em ouvir os subordinados. “Muitas empresas querem lideranças mais humanizadas e servidoras, líderes que ouçam e gerenciem por meio de perguntas, em vez de impor”, afirma. Segundo ela, o mercado de trabalho caminha para uma metodologia mais colaborativa do que competitiva. De acordo com Jacqueline, psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO), a empresa ganha em resultado com o debate de ideias.
Ana Oliveira/Divulgação
“Durante a discussão podem ser levantados prós e contras que, em princípio, o líder não enxergou. Ao se considerarem as várias perspectivas de uma mesma questão, provavelmente se chega a uma decisão melhor”, acredita. Se o gestor age de maneira autoritária e não promove a “escutatória”, a entidade em que ele trabalha pode sofrer duras consequências: perda da capacidade de retenção de talentos e inovação, diz Jacqueline, que fez MBA em gestão pelo Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Se a empresa não escuta as pessoas, os mais jovens não querem trabalhar nesse local, porque eles querem ser ouvidos e participar. Além disso, como você vai inovar se não leva em consideração pensamentos diferentes? É necessário ter funcionários que tragam ruptura para pensar em outras alternativas”, aconselha, a sócia da Resch RH, consultoria em recursos humanos.

A “culpa” é das gerações mais jovens

 

 

Marília Lima/Esp. CB/D.A Press

 

Na White Martins, empresa de produção e comercialização de gases industriais e medicinais, representante da Praxair na América do Sul, modelos mais inclusivos de comunicação ganham espaço ao mesclar funcionários experientes e jovens. É o que relata a diretora de talentos e comunicação em RH na empresa, Cristina Fernandes, 48 anos. Ela cita uma das vantagens da “escutatória” que ela tem sentido na organização. “Dar voz a pessoas de todas as gerações, que têm bagagens diferentes, faz com que elas se motivem mais a entregar o melhor para a empresa”, afirma.
Pós-graduada em marketing pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Cristina conta que a companhia onde trabalha tem promovido treinamentos de liderança com valorização de diversas competências, entre elas o hábito de escutar. “Aqui se constrói valor e compartilhamos ideias. Acho que exercitar isso permite aumentar o poder de influência e a eficácia na comunicação, quesitos muito importantes para os gestores”, reflete. Para ela, um bom modelo de gestão passa, necessariamente, por saber falar e escutar.
Marcello Bravo/Divulgação
“Sobretudo as gerações mais novas querem um modelo diferente do antigo, no qual o chefe falava e todos obedeciam”, ressalta. Consultora em gestão de pessoas e diretora da Talentar, Márcia Lanini acredita que as novas gerações têm muita influência nesse novo direcionamento na comunicação interna das empresas. “Tenho sentido isso na pele, pois trabalho com treinamento e desenvolvimento humano. Os jovens querem ser ouvidos e contribuir com soluções, não apenas recebendo-as prontas”, afirma a graduada em gestão de recursos humanos pela Faculdade Senac.
Marília Lima/Esp. CB/D.A Press
Em Nossa empresa não é porque a pessoa está em um cargo superior que apensa ela tem opinião. A experiência de cada um conta e é válido ouvir todas as idéias para definir qual a melhor,dando voz aos funcionários da base”
Beatriz Bizzo, 24 anos, é estilista na Malharia Ipanema e está empolgada com as mudanças que a fornecedora têxtil tem adotado na comunicação interna. “Aqui não é porque uma pessoa está em um cargo superior que apenas ela tem opinião. A experiência de cada um conta e é válido ouvir todas as ideias para definir qual a melhor, dando voz aos funcionários da base”, orgulha-se. Foi a própria Beatriz, graduada em design de moda pelo Centro Universitário Iesb, quem identificou a necessidade de melhorias no relacionamento dentro da empresa.
Arquivo Pessoal
Os jovens querem ser ouvidos e contribuir com soluções,não apenas recebendo-as prontas”
Márcia Lanini consultora em gestão de pessoas
“Era nítida a necessidade de envolver as pessoas e fazê-las  se sentirem satisfeitas com a firma”, observa. Recentemente, a companhia criou um espaço de reuniões semanais para ouvir os funcionários sobre o desenvolvimento das atividades internas e esclarecer dúvidas sobre produtos e preços, com o objetivo de que os trabalhadores se sintam parte da tomada de decisões do negócio. Os resultados não tardaram a aparecer. “Quando a gente começou a integrá-los à loja, eles vestiram mais a camisa da empresa. Agora, eles têm noção dos motivos para algumas escolhas e são mais compreensivos”, ressalta.

Responsabilidade do empregado

 

 

 

 

“De alguma forma, todas as coisas que o supervisor me diz são em prol do meu crescimento. Ele me pede informações sobre o trabalho e isso melhora o serviço”
Bruno da Costa, atendente de caixa
Embora as empresas tenham acirrado a busca por líderes que exercitam a “escutatória”, os empregados têm cada vez menos desculpas para atitudes rebeldes ou momentos em que não aceitam ouvir críticas e sugestões dos superiores e dos colegas. A ideia é simples: ter mais direitos na participação das decisões requer, também, que os funcionários estejam abertos a mais questionamentos e dicas de melhoria no trabalho que desempenham. “Desde o processo seletivo, pergunto se a pessoa é receptiva e como se comporta quando recebe feedbacks. Principalmente os jovens que estão entrando no mercado de trabalho são muito imediatistas e impulsivos e não conseguem planejar, ouvir”, afirma Márcia Lanini, que também é instrutora de treinamentos em oratória, comunicação empresarial e etiqueta empresarial pela Universidade Corporativa (UniCIT).
Levar a bronca do chefe para o lado pessoal ou ficar de cara feia não adianta nada. É preciso escutar com atenção e extrair o máximo possível de aprendizado com alguma crítica dada pelo superior. Se fechar-se para opiniões contrárias pode atrasar o desenvolvimento profissional. “Quando alguém diz algo, eu preciso entender como aquilo vai contribuir para o meu crescimento, mesmo que seja uma critica. O funcionário deve abrir o coração para ouvir porque, se fechar, fica com a mentalidade parada no tempo. É importante trabalhar com feedback”, recomenda Susanne Andrade, especialista em gestão e clima organizacional pela FGV. Bruno da Costa, 25, conseguiu duas promoções em apenas seis meses na Sol Telecom, empresa de venda de material de segurança, por saber ouvir.
Formado em gestão pública pela Anhanguera, ele começou no almoxarifado e, três meses depois, passou a trabalhar como motorista. Mais três meses e o jovem foi promovido a atendente de caixa no setor financeiro da entidade. Para ele, é essencial ter feedback do chefe direto e, acima de tudo, saber lidar com as sugestões. “De alguma forma, todas as coisas que o supervisor me diz são em prol do meu crescimento. Ele me pede informações sobre o trabalho e isso melhora o serviço”, pondera. Técnico em enfermagem pelo Centro Técnico de Educação Profissional (Cetep), Bruno diz que ainda sente dificuldade em ter a iniciativa de pedir ao chefe uma avaliação sobre o desempenho no trabalho. “Não tenho o costume de perguntar como estou indo na área, mas tenho buscado fazer isso em alguns momentos”, conta.

Manual do diálogo

 
Dicas para uma comunicação eficaz
1) Ouvir com atenção plena
(escuta ativa)
2) Exercitar a empatia, falando com o outro como gostaria que falassem com você
3) Estar atento também à comunicação não verbal
4) Direcionar por perguntas
abertas para ouvir mais
5) Respeitar a opinião do outro: você pode até não concordar, mas não deve julgar
Fonte: Susanne Andrade

Leia!

 

Editora Gente/Reprodução

 

 

 

 

 

O poder da simplicidade no mundo ágil — Como desenvolver soft skills e aplicá-las com scrum e design thinking para ter mais resultado com menos trabalho, em menor tempo
Autora: Susanne Andrade
Editora: Gente
192 páginas
R$ 39,90
Primavera Editorial/Reprodução
O segredo do sucesso é ser humano
Autora: Susanne Andrade
Editora: Primavera editorial
176 páginas
R$ 22,90

5 sinais que mostram infelicidade no trabalho – IT FORUM 365

Com a alta taxa de desemprego que afeta o País, muitos profissionais aceitam cargos e funções que não se adequam aos seus perfis; especialista em desenvolvimento humano Susanne Andrade, autora do livro “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil” lista alguns indícios de insatisfação

Encontrar o “emprego dos sonhos” é uma realidade cada vez mais distante para milhões de brasileiros. Em tempos de crise econômica, muitos se contentam com funções que não os satisfazem, por temerem fazer parte da enorme parcela de profissionais em busca de recolocação. De acordo com pesquisa realizada em 2017 pela Gallup, 72% dos profissionais não gostam do próprio trabalho e, 18% desses insatisfeitos estariam dispostos a prejudicar a empresa em que trabalham.

“É um cenário que infelizmente ainda afeta boa parcela da população. Nesses casos, tentar mudar de área pode ser uma saída antes de se desligar do cargo. Em contrapartida, saber a hora de sair ou entender que a demissão pode ser a melhor opção é essencial para o crescimento profissional”, explica Susanne Andrade, especialista em desenvolvimento humano e autora do best-seller “O Segredo do Sucesso é Ser Humano” e também de “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”.

Ela lista os principais indícios de insatisfação com o trabalho:

“Fobia” dos domingos

Você é daqueles que, logo no início do domingo, tem um sentimento ruim em relação à segunda-feira? Geralmente pessoas que não estão felizes com o trabalho desenvolvem ansiedade e, no final de semana, sentem a pressão que sofrem em todos os outros dias da semana.

“Sentir preguiça aos domingos pode ser comum, o problema está quando a pessoa passa o dia todo desanimada pelo fato de ter que ir trabalhar no dia seguinte. Isso pode ser um sinal de que algo não vai bem na vida profissional”, comenta Susanne.

Relação ruim com colegas de trabalho

Pode parecer que não, mas é preciso ter ao menos um amigo no ambiente de trabalho. Ter uma relação de amizade com alguém proporciona momentos de descontração durante o expediente, para um café, ou até no horário de almoço.

“Muitas vezes a pessoa trabalha em uma empresa e se sente sozinha, o que afeta diretamente o seu desempenho e a sua vontade de ir trabalhar”, avalia.

Procrastinação nas entregas

Postergar tarefas é a principal atitude de quem não está satisfeito com o que faz, e pode trazer grandes prejuízos para a empresa. Colaboradores insatisfeitos contribuem para a piora dos resultados da organização. “Por outro lado, o elevado esforço para poucos resultados geram ansiedade e falta de energia que só potencializam a infelicidade do colaborador. Trabalhar deve ser prazeroso”.

Ansiedade e outros sintomas físicos

Quem nunca saiu do escritório com a sensação de que ficou devendo alguma atividade? Ou fez uma lista na agenda de tarefas que devem ser realizadas no dia a dia? A ansiedade se tornou a doença do século e pode se manifestar por meio de dor de estômago, dor de cabeça, insônia. “Precisamos ter cuidado para não desenvolver a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), como se a nossa mente fosse uma maratonista que corre sem saber onde quer chegar. O pensamento pode viajar por diversos lugares ao mesmo tempo”, pondera.

Trabalho no “piloto automático”

A pessoa acorda, se arruma, vai para o trabalho, e tudo passa a ser feito de modo mecânico, sem questionar processos nem mesmo o por quê aquilo está sendo executado. “É preciso refletir quais são os fatores que tiram o entusiasmo dos profissionais, e procurar um significado maior para o trabalho e para a vida. Só assim é possível ser feliz no trabalho”, finaliza a especialista.

Sobre Susanne Anjos Andrade – Autora dos Best-Sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”, recém-lançado pela Editora Gente, “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”. É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching e liderança. Também é sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o “Modelo Ágil Comportamental”, e parceira da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP). Confira também livros e treinamentos.

Na era da digitalização, especialista lista 5 dicas para humanizar empresas

Especialista em desenvolvimento humano Susanne Andrade, autora dos best-sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil” e  “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, explica como isso é possível

Na era tecnológica, altamente digital, a discussão que surge é: como humanizar o trabalho e as relações diante desse quadro. Embora seja tendência mundial, a humanização exige cautela, pois praticada sem equilíbrio pode prejudicar a produtividade dos colaboradores, alerta a especialista em desenvolvimento humano Susanne Andrade, autora do best-seller “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”.

Segundo ela, as pessoas procuram locais de trabalho mais humanizados, onde a abertura é o padrão para a comunicação, a voz do colaborador é ouvida e os integrantes de cada equipe se sentem especiais, significativos e conectados.

Home-office, mesa de bilhar, happy hours, levar o pet para o trabalho, reuniões de feedback e folga no dia do aniversário são alguns benefícios que chamam a atenção para quem está procurando um ambiente de trabalho mais humanizado.

“Embora concentrar-se nos aspectos humanos seja fundamental para que os colaboradores se sintam valorizados, as empresas precisam tomar cuidado para não pecar pela humanização por si só, perdendo o foco do resultado, que pode fazer com que a produtividade dos colaboradores caia, ou colocar em risco o limite entre o que é vida profissional e o que é vida pessoal. Esses dois aspectos devem ser integrados, mas não misturados. Assim, a humanização deixa de ser um aspecto positivo e pode causar problemas para a empresa e para os funcionários”, explica a especialista em desenvolvimento humano Susanne Andrade, autora do best-seller “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”.

Confira alguns cuidados importantes na hora de humanizar a empresa:

Trabalho x integração da equipe

Algumas empresas costumam organizar “happy hours” após o expediente para promover a troca de ideias, descontrair, ou até mesmo estreitar os laços entre os colegas de trabalho. “Apesar de ser uma ótima ideia, essa é uma questão à qual o empregador deve se atentar, pois como se sabe, não são todas as pessoas que sabem separar momentos de descontração e trabalho”, comenta a especialista.

Existem casos em que funcionários encerram o expediente mais cedo para começar a organizar o “happy hour”, por exemplo, ou de pessoas que se excedem no entusiasmo ou na bebida. “Deve haver um cuidado para que a confraternização não atrapalhe as atividades da empresa, e não ultrapasse o limite do tolerável em um ambiente corporativo”, comenta Susanne.

Feedback da forma adequada

Embora dar feedback seja indispensável, algumas empresas ainda hoje pecam nesse quesito. “Muitas companhias ainda utilizam o feedback como sinônimo de avaliação de desempenho, como termômetro para categorizar os funcionários entre ‘promovido’ e ‘não promovido’. Essa visão é ultrapassada e um grande equívoco, pois o feedback vai muito além disso. Ele é uma importante ferramenta para manter a equipe motivada e promove o desenvolvimento de habilidades, além dos ajustes necessários na performance”.

Para a especialista, o feedback deve ser praticado sempre que possível. “Ele ajuda nas relações humanas, tanto pelo reconhecimento quanto pelo redirecionamento de comportamento e quanto mais utilizado, mais motivados ficam os profissionais”, explica ela.

Política de home office

As vantagens do home office são inegáveis e, por isso, cada vez mais profissionais têm procurado vagas que oferecem esse benefício ao menos uma vez na semana. “São diversos motivos que podem levar alguém a procurar funções que permitem trabalhar de casa uma ou mais vezes na semana: pais que acabaram de ter bebês, profissionais que moram distante da empresa e querem evitar trânsito, economia com combustível, flexibilidade no horário de almoço, não ter que se preocupar todos os dias com o visual, entre outras razões”.

Mas, infelizmente, nem todo profissional é produtivo atuando no ambiente doméstico. “Dar aquela olhada no que está passando na TV ou ter um desejo incontrolável de tirar uma soneca pós almoço, sem disciplina para suas entregas, são algumas das armadilhas para o profissional que atua em home office”, elenca Susanne.

Por isso, esse recurso tão desejado pelos colaboradores muitas vezes não funciona para todos. “É preciso avaliar muito bem o perfil daquele profissional, seu nível de comprometimento, e também se as funções que exerce são compatíveis com o trabalho de casa. Caso contrário, pode ser um ‘tiro no pé’”, diz a especialista.

Vida profissional x vida pessoal

Hoje, é muito comum encontrar empresas que proporcionam espaços de lazer dentro da própria empresa, como mesas de pebolim ou bilhar, e até mesmo vídeo game, para que seus funcionários possam “desestressar” no horário do almoço ou após o expediente.

“Apesar de ser um meio de promover a integração, deve-se tomar cuidado com esse diferencial, pois é preciso ver até que ponto irá humanizar a empresa, para acabar não virando bagunça. Além disso, esse tipo de iniciativa pode incentivar os colaboradores a ficarem até muito tarde no escritório todos o dias, participando de atividades de lazer com os colegas. Isso pode ser prejudicial, pois manter um limite entre vida profissional e pessoal é necessário e saudável. É essencial o foco no equilíbrio”.

Escritórios “pet friendly”

Permitir que os colaboradores levem seus pets ao trabalho, ao menos uma vez ao mês, é uma tendência que teve início nos Estados Unidos e acabou vindo para o Brasil. Hoje já é possível encontrar alguns escritórios no país que permitem que o funcionário leve seu cão ao trabalho.

“Apesar de algumas pesquisas apontarem que ter um animal de estimação no ambiente de trabalho alivia o estresse e melhora a produtividade, também é preciso cautela, afinal, não há quem resista a um cãozinho fazendo graça e pedindo carinho, por isso o pet pode acabar distraindo os colaboradores, ou até mesmo incomodar pessoas que têm fobia de animais. Avaliar todo o contexto é essencial”, explica.

DE ALUNO DE TI A PARCEIRO

É mesmo encantador quando participamos das mudanças que acontecem na vida e carreira das pessoas. A história de Marcos me deixa cada vez mais apaixonada por contribuir no desenvolvimento de profissionais da área de TI. Marcos fazia mba de engenharia de software na FIAP quando o conheci, na disciplina de coaching. Assim como grande parte dos profissionais dessa área, ele tinha um pouco de timidez e desejava crescer na carreira. Ele se encantou com o conteúdo que trabalhamos em sala. Decidiu passar pelo processo de coaching comigo, identificou o seu propósito, potencializando a sua motivação e realização. Passou a assumir a liderança, não somente em projetos, mas especialmente, em relação a sua carreira.
E sabe o que aconteceu? Ele gostou tanto do que vivenciou que decidiu também ajudar outras pessoas, atundo como Coach. Isso mesmo. Ele fez formação em coaching e hoje ajuda profissionais na transição de carreira. Isso é sensacional. O Marcos Simões nos mostra que podemos realizar tudo o que desejamos!!
Hoje ele é meu parceiro no empreendedorismo digital, me ajudando a ajudar mais e mais pessoas a encontrarem a direção na carreira, através de um treinamento online, com ferramentas simples e práticas, usadas no processo de coaching e que você pode ter acesso com um simples clique, criando a sua “Trilha de Carreira” – http://bit.ly/TrilhaMarcos
Antes de encontrar o seu direcionamento, o Marcos, assim como diversos profissionais, e talvez você inclusive, se sentia perdido, sem saber o que mais lhe realizava. Ele andava cansado e desanimado. Chegava a segunda-feira já sonhando com o final de semana. O trabalho parecia uma obrigação, onde o único significado era o salário que recebia.
Se você sente algum desses sintomas, eu quero te ajudar. Com um simples clique você pode mudar tudo isso e criar a história que você deseja contar sobre a sua carreira, o que define como será o deu dia a dia. Você quer continuar sentindo a vida pesada e sem sentido ou quer conquistar a sua leveza e realização?
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Abraços afetuosos,
Susanne